
Entenda como Batman Piada Mortal revela a mensagem do Evangelho de Jesus
Batman Piada Mortal é uma das histórias em quadrinho mais famosas e influentes de todos os tempos. A história escrita por Alan Moore — o mesmo autor de Watchmen e V de Vingança — é considerada uma das melhores histórias do Batman de todos os tempos e recebeu diversos prêmios. A história tem uma temática bastante forte e trata o Coringa, vilão icônico do herói, de uma forma nunca antes vista, trazendo contornos extremamente trágicos para o vilão. O pano de fundo da graphic novel é a história de Origem do Coringa. O que Alan Moore provavelmente não percebeu enquanto escrevia é que a sua história nos revela verdades intrínsecas à nossa sociedade, e não só isso, revela consigo a essência do Evangelho bíblico pregado por Jesus e seus apóstolos. Neste conteúdo vamos analisar a história que mudou o Coringa para sempre e vamos entender como o autor, sem perceber, entendeu uma verdade clara, que é revelada no Evangelho, sobre todas a essência das pessoas e da Bíblia. A história: sobre o que é a Piada Mortal Se você ainda acha que histórias em quadrinhos são para crianças, você com certeza nunca leu os quadrinhos de Alan Moore, e definitivamente essa em especial. Piada mortal é uma história pesada e bastante psicológica. A história se passa em duas timelines diferentes. A primeira mostra o presente, onde o Coringa maquina um plano que só nos é revelado no final da história. Parte desse plano envolve algumas das cenas mais cruéis feitas pelo palhaço do crime. Primeiro ele invade a casa do Detetive Gordon disparando um tiro na coluna de sua filha Bárbara (a Batgirl), que fica paraplégica após o incidente, além disso o Coringa sequestra o detetive. Enquanto essa história acontece, temos flashbacks que revelam uma segunda timeline, uma história paralela que revela a origem do palhaço. De onde surgiu o Coringa? Por que ele é como ele é? Alan Moore se arriscou e criou uma origem tão incrível que muitos críticos consideram a história definitiva do Coringa. O homem que ri: quem é o Coringa? A história mostra um homem de família que tenta uma carreira como comediante. O seu grande problema é simples: ele não é engraçado! Pelo menos não para o público, ou para os gerentes e donos dos locais com standup comedy em Gotham. Esse homem cujo nome nunca é mencionado não consegue o seu emprego e não consegue ser engraçado. Vemos então a sua vida em casa, o homem tem uma esposa e ela está grávida. O desespero do homem só aumenta, ele não sabe como vai alimentar o bebê, sustentar a esposa grávida e pagar o seu aluguel. Certa noite, ele vai beber em um bar quando recebe uma proposta de alguns criminosos. Se juntar a eles para fazer um roubo. Seu papel seria se vestir com uma icônica máscara vermelha, assumindo a identidade de um criminoso chamado Capuz Vermelho. Na mesma noite em que topa ser parte desse crime, dois policiais o procuram no bar. A esposa grávida a quem ele tanto amava, o motivo pelo qual ele estava disposto até a cometer um crime, havia falecido. Porém, após ser ameaçado, o homem é obrigado a invadir a indústria de químicos planejado pelos bandidos, mesmo sem ter mais nenhuma motivação. Os planos dos bandidos é frustrado pela chega da polícia, e o pior, a aparição do Batman. Desesperado, o homem mascarado salta em dejetos químicos. E quando ele finalmente tira o capuz vermelho: Ele só consegue rir quando enxerga o que o seu rosto havia se transformado. Mas por que essa história de origem é contada? Todo o plano do Coringa é baseado em sua própria experiência. O plano do Coringa Voltemos a timeline principal. Após deixar Bárbara Gordon paraplégica e sequestrar o seu pai, Coringa leva o Detetive Gordon há um parque de diversões. Enquanto o amordaçado e espancado detetive é conduzido por um carrinho em uma mansão de horrores, o Coringa mostra fotos em telas por todo o percurso. Nessas fotos mostram Bárbara, sua filha, sofrendo diversos tipos de torturas e abusos do vilão. Provavelmente agora você está se perguntando: por que o Coringa faria isso? Por que alguém faria tamanha crueldade? A intenção do vilão é provar um ponto! Isso mesmo, o Coringa está fazendo tudo isso com o Detetive Gordon com um objetivo de prova um ponto. Ele quer mostrar para o mundo que ele não é tão diferente do resto de nós. Para o Coringa a maldade e a loucura que existe nele, é um denominador comum à todas as pessoas. Em suas próprias palavras: “Não há diferença entre mim e outro qualquer. Só é preciso um dia ruim para reduzir o mais são dos homens a um lunático”. E por mais que pareça estranho admitir. O Coringa tem razão! E não sou só eu que concordo com ele. É isso que a própria Bíblia diz a nosso respeito. Coringa, Batman e a Depravação Total do homem “Não há justo, nem um sequer… não há quem faça o bem, não há um sequer.” Rm 3.11, 12 (Sl 14 e Sl 53). A afirmação acima pode parecer um tanto pessimista, mas é exatamente essa a forma que a Bíblia descreve a humanidade. Enquanto muitas religiões e pensadores têm visões positivas da humanidade, de acordo com a Bíblia, estamos todos “mortos em nossos delitos e pecados” (Ef 2.1-3). Talvez você discorde. Aliás, não é uma afirmação fácil de se concordar. Você agora pode estar pensando em várias pessoas boas que você conhece ou que já ouviu falar. E de repente, a Bíblia diz que “não há quem faça o bem”. É claro que há! Certo? Você talvez esteja pensando: “ué, eu sou uma pessoa boa. Eu nunca fiz mal a ninguém, faço caridade, ajudo os outros, nunca roubei, sempre respeitei as pessoas…” e por aí vai. Um grande questionamento que sempre me fiz (e com certeza você também) é: se Deus existe, porque ele permite tanta maldade no mundo? O
