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O que é apologética? A importância da defesa da Fé para a Igreja cristã

Não sei você, mas eu já ouvi algumas pessoas por aí dizendo que Deus não precisa de defesa.  Afinal, Ele é Deus, o ser mais poderoso, completo, glorioso de todo o universo. Aliás, Ele é o criador de todo este universo! Mas, por outro lado, também é verdade que muitas pessoas que estão em busca da verdade têm diversas dúvidas e questões legítimas sobre Deus.  Será que Ele de fato existe e é bom?  Se sim, por que ainda existe tanto mal, dor e sofrimento? Se Deus existe e é bom porque o mundo encontra-se imerso em todo este caos trazido pelo coronavírus, por exemplo?  Com certeza já tivemos ou ainda temos algumas dessas questões. E, provavelmente, não temos todas as respostas.  Mas o próprio Deus nos faz um convite a buscarmos conhecê-lo, raciocinar sobre Ele, partindo da natureza criada e da sua revelação especial, a Bíblia, para encontrarmos as respostas. O próprio Deus nos instrui a sabermos dar a “razão da esperança que há em nós” (1Pe 3:15). É aí que entra a apologética. Em dar razão e respostas para essas questões. Então, vamos entender mais sobre a importância da defesa da fé. Neste post você vai aprender: O que é Apologética Os tipos de Apologética A sua importância para a Igreja Desafios apologéticos da atualidade Quem são os melhores apologistas para você conhecer Então vamos lá! O que é Apologética Apologética é uma derivação da palavra apologia (defesa verbal) e significa uma defesa com base em argumentos racionais e evidências para a defesa e comprovação da fé.  Logo, a apologética cristã é a disciplina teológica focada em defender a veracidade do cristianismo contra os seus opositores. Essa compreensão da fé foi um convite que o próprio Deus fez ao profeta Isaías, que viveu por volta dos anos 765 e 681 a.C., no reino de Judá.  Como narrado no livro do profeta, o próprio Deus o convida a vir e arrazoar (pensar, raciocinar, buscar entender) com Ele e sobre Ele (Is 1:18).  Responder ao convite do próprio Deus é fazer o que nós conhecemos como apologética.  Ou seja, partindo da ideia de que a nossa fé é racional, histórica e passível de comprovação, buscamos defender as principais doutrinas a respeito da pessoa de Deus.  A apologética busca demonstrar que a fé em Deus não é algo ilógico ou emocional e que não leva em conta a razão.  Muito ao contrário, busca demonstrar que Deus de fato existe e é o soberano criador de todas as coisas. Que Ele é justo, bom e amoroso ao ponto de encarnar-se, morrer numa cruz e ressuscitar ao terceiro dia para prover a salvação ao mundo. E defende que a Bíblia é a melhor fonte de informação sobre Ele.  Os tipos de apologética Nem todo método apologético é igual. Para colocar em prática, é importante entender que existem diferentes abordagens e formas de defender a fé cristã. Vamos conhecer um pouquinho melhor cada uma delas: Método clássico Este método é o mais comum. A ideia é apresentar provas e evidências da existência de Deus. O método clássico de apologética não para por aí, uma vez que um dos seus principais objetivos é defender a veracidade teológica do cristianismo.  Ou seja, além das evidências para a existência de Deus, ele foca em apresentar a divindade de Cristo e veracidade da Bíblia. Outro fator importante é a cosmovisão dos apologetas clássicos. Eles aceitam a validade das provas tradicionais, como por exemplo o argumento moral (senso de bem e mal) que é considerados neste método. Método Evidencial O método evidencial é bastante semelhante ao método clássico, porém ele não tem um compromisso direto à teologia Cristã.  Muitas vezes esse método apresentará evidências racionais (que não são tratadas como provas, como no método anterior), mas sem a cosmovisão Cristã de que Jesus é Deus, por exemplo. O método pode reforçar um deísmo e também o deísmo cristão, trabalhando evidências que reforçam os argumentos de sua veracidade. Método do Caso Cumulativo Esse método é muito parecido com os dois anteriores também, porém oferece uma abordagem exclusiva. Ele trabalha como se fosse uma grande tese de defesa, acumulando diversas evidências históricas e lógicas para construir um caso de defesa da fé. Se você já apresentou um TCC provavelmente vai compreender bem esse método. Método Pressuposicional A ideia aqui é que o Cristianismo já é um sistema de pensamento perfeito e com autoridade própria. Ou seja, ele não precisa de fatores externos para comprová-lo. Isso porque a verdade Bíblica seria superior a qualquer outro método de raciocínio, seja baseado em sensações ou razão. Ou seja, a verdade que existe um Deus todo poderoso e criador dos céus e da terra é tão evidente, que são os ateus e os que questionam o cristianismo aqueles que precisam defender os seus argumentos. As cosmovisões agnóstica e ateísta não podem sustentar-se sozinhas, pois suas experiências só fariam sentido a partir do cristianismo. Método da Epistemologia Reformada Este é um método bastante filosófico, porém vai de encontro com ideias presentes nas Escrituras. Esse método diz que a crença em Deus é algo natural do ser humano, ou seja, é uma crença básica e que não precisa de uma defesa. Esse argumento encontra base bíblica nos dois primeiros capítulos da carta de Paulo aos Romanos. A ideia ganhou força com João Calvino, na Reforma Protestante, que dizia que todo homem nasce com um senso do divino. A Igreja Cristã e a Apologética Talvez você ache que essa história toda de apologética seja uma coisa moderna ou contemporânea.  Uma ideia surgida depois da Reforma Protestante ou, quem sabe, depois do Iluminismo, do Racionalismo, do Evolucionismo ou de tantos outros “ismos” que vemos por aí. Só que não! Na verdade, a apologética é tão antiga quanto o próprio cristianismo. A igreja cristã já nasceu apologética. Não acredita em mim? Então, basta ler qualquer carta do apóstolo Paulo, os escritos do apóstolo João ou qualquer um dos evangelhos.  Pois é, todos estes escritos possuem, em diferentes graus e medidas,

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