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Racismo é pecado! O papel da Igreja no combate ao preconceito racial

Com as notícias das mortes chocantes de George Floyd, Ahmaud Arbery, Breonna Taylor, Evaldo dos Santos Rosa e do jovem João Pedro, aqui no Brasil, um tema que nunca deveria perder a visibilidade veio à tona de forma arrebatadora: o racismo Com tanta violência e histórias recentes, uma onda de protestos contra o racismo e a violência se alastraram por todo o mundo, começando nos EUA e tomando força em vários países, como o Brasil. A violência e o racismo contra a população negra é assustadoramente comum em vários países.  E é triste pensar que precisou testemunharmos tantos casos para nos posicionarmos novamente a uma causa que possui o protagonismo negro, mas é de toda a sociedade. E uma pergunta que muitos de nós estamos fazendo é: qual o papel da Igreja e da nossa fé em meio a toda essa situação? O que a Igreja tem a oferecer ao mundo em meio a tempos tão sombrios? O que a Bíblia tem a nos ensinar sobre o Racismo? Neste post vamos conversar sobre essas questões e como podemos nos posicionar em meio à esse momento turbulento. Somos todos racistas O primeiro passo para entendermos o nosso papel neste momento, é entender que nós somos parte do problema. Eu sou branco, privilegiado e não posso compreender a dor sentida quando uma pessoa vê alguém da sua própria raça morrer por causa da sua cor. A maioria das pessoas que vai ler este texto, também.  Por isso, quero dizer que o primeiro passo, antes mesmo de subir a #blacklivesmatter, antes de dizermos que somos anti-racistas é dizer um sonoro pedido de desculpas. Assim como os policiais de Miami se ajoelharam reconhecendo o seu papel em toda essa barbárie, nós também deveríamos fazer o mesmo. Em vez de dizer “eu não sou racista” (você é), reconheça a sua falha e queira aprender como não ser.  Reconhecer é o primeiro passo para, de fato, participamos da mudança necessária. O teólogo e pastor John Piper diz: “Uma das maneiras pelas quais continuamos a deixar a desejar em diversos relacionamentos étnicos é usando maneiras sutis de justificar a nós mesmos para disfarçar o preconceito pecaminoso que se esconde em nosso coração. Que Deus possa expor cada preconceito pecaminoso que ainda resta em nosso coração.” Retirado do livro: O racismo, a cruz e o cristão. Como Piper, devemos reconhecer o preconceito pecaminoso em nossos corações. Racismo estrutural Acredito que todos concordamos que o racismo em nossa sociedade é estrutural. E isso significa que todos fazemos parte dele! Dizer que não somos é uma grande falácia.  Racismo estrutural significa dizer que a nossa sociedade é formatada de maneira que certas classes, gênero ou raças tenham uma posição vantajosa em relação a outras. Seja por meio de práticas culturais, institucionais, históricas ou interpessoais. Isso se manifesta em questões raciais, étnicas e de gênero. E basta olharmos para ao nosso redor.  A escravidão no Brasil terminou há menos de 150 anos! Acredito que muitos tenham avós que tem quase 100. E os efeitos ainda são facilmente observados. Quantos amigos negros você teve em sua escola particular? Ou em sua faculdade particular? Quantos frequentam a mesma igreja que você? Quantas vezes desconfiamos de uma pessoa por conta da sua cor de pele? Quantos, como eu, crescemos achando que se seu amigo negro — aquele único que você teve na escola particular — não ligasse, eu podia fazer piadas de negros. Estava tudo diantes dos nossos olhos, mas, era fácil justificar com aquele único exemplo que conhecemos em nossa vida. “Fulano é negro e chegou lá”. Não podemos tornar a exceção, o ponto fora da curva, como a regra. Por isso, insisto, se só estamos nos importando agora, que a situação chegou ao ponto que chegou, precisamos começar com um pedido de perdão. Espero que este texto seja o começo do meu. O racismo e a Igreja Talvez você possa pensar que na Igreja o cenário é diferente. Que nos enxergamos como filhos de Deus e, logo, nos tratamos com equidade. Isso, infelizmente, não é verdade. Quantas vezes nós já nos importamos com o fato que as igrejas que você e eu frequentamos possui menos de 5% de pessoas negras?  Quantos teólogos negros você conhece? Quantos acompanha? Novamente, a crítica é a mim também, que até pouco tempo conhecia e acompanhava praticamente só o Guilherme de Carvalho. O estudo teológico não é apenas compreender o que o texto bíblico quer dizer, mas saber aplicá-lo de acordo com a nossa necessidade. Com certeza já estudamos teologia para auxiliar na sexualidade dos jovens, para usar a religião no auxílio contra a ansiedade, para levar uma mensagem de esperança aos desesperados… Mas quantas vezes utilizamos o estudo Bíblico para questões raciais? Martin Luther King Jr. usava a sua teologia e sua fé para dizer que brancos e negros são iguais e deveriam ser tratados como tal. A teologia de Rosa Parks fez com que ela se recusasse a ceder o seu lugar no ônibus. William Wilberforce usou sua teologia para lutar contra a escravidão no século XVIII. A teologia de Dietrich Bonhoeffer o levou a confrontar Hitler e, principalmente, as igrejas que não se posicionavam contra o nazismo e os terrores dos campos de concentração. Os morávios, movimento de oração contínua, usaram sua teologia para se venderem como escravos e levarem a mensagem de liberdade a cativos que eram negociados por sua cor. O que a nossa teologia tem gerado? Vitórias em discussões sobre calvinismo e arminianismo? Ou nossa teologia tem gerado atitudes que lutam pela equidade e cuidado das pessoas? Não estudamos para aumentar nossas cabeças, mas para gerar ações. Esses homens viram o problema, e o seu conhecimento bíblico fez com que eles lutassem para resolvê-lo. Nós, temos ignorado o problema. Até que ele precisou gritar nas nossas caras. Por que o Racismo é pecado! Se a nossa teologia deve nos levar a lutar contra o racismo, é hora de entendermos porque ele é uma ofensa a Deus e a nossos irmãos.

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O que é apologética? A importância da defesa da Fé para a Igreja cristã

Não sei você, mas eu já ouvi algumas pessoas por aí dizendo que Deus não precisa de defesa.  Afinal, Ele é Deus, o ser mais poderoso, completo, glorioso de todo o universo. Aliás, Ele é o criador de todo este universo! Mas, por outro lado, também é verdade que muitas pessoas que estão em busca da verdade têm diversas dúvidas e questões legítimas sobre Deus.  Será que Ele de fato existe e é bom?  Se sim, por que ainda existe tanto mal, dor e sofrimento? Se Deus existe e é bom porque o mundo encontra-se imerso em todo este caos trazido pelo coronavírus, por exemplo?  Com certeza já tivemos ou ainda temos algumas dessas questões. E, provavelmente, não temos todas as respostas.  Mas o próprio Deus nos faz um convite a buscarmos conhecê-lo, raciocinar sobre Ele, partindo da natureza criada e da sua revelação especial, a Bíblia, para encontrarmos as respostas. O próprio Deus nos instrui a sabermos dar a “razão da esperança que há em nós” (1Pe 3:15). É aí que entra a apologética. Em dar razão e respostas para essas questões. Então, vamos entender mais sobre a importância da defesa da fé. Neste post você vai aprender: O que é Apologética Os tipos de Apologética A sua importância para a Igreja Desafios apologéticos da atualidade Quem são os melhores apologistas para você conhecer Então vamos lá! O que é Apologética Apologética é uma derivação da palavra apologia (defesa verbal) e significa uma defesa com base em argumentos racionais e evidências para a defesa e comprovação da fé.  Logo, a apologética cristã é a disciplina teológica focada em defender a veracidade do cristianismo contra os seus opositores. Essa compreensão da fé foi um convite que o próprio Deus fez ao profeta Isaías, que viveu por volta dos anos 765 e 681 a.C., no reino de Judá.  Como narrado no livro do profeta, o próprio Deus o convida a vir e arrazoar (pensar, raciocinar, buscar entender) com Ele e sobre Ele (Is 1:18).  Responder ao convite do próprio Deus é fazer o que nós conhecemos como apologética.  Ou seja, partindo da ideia de que a nossa fé é racional, histórica e passível de comprovação, buscamos defender as principais doutrinas a respeito da pessoa de Deus.  A apologética busca demonstrar que a fé em Deus não é algo ilógico ou emocional e que não leva em conta a razão.  Muito ao contrário, busca demonstrar que Deus de fato existe e é o soberano criador de todas as coisas. Que Ele é justo, bom e amoroso ao ponto de encarnar-se, morrer numa cruz e ressuscitar ao terceiro dia para prover a salvação ao mundo. E defende que a Bíblia é a melhor fonte de informação sobre Ele.  Os tipos de apologética Nem todo método apologético é igual. Para colocar em prática, é importante entender que existem diferentes abordagens e formas de defender a fé cristã. Vamos conhecer um pouquinho melhor cada uma delas: Método clássico Este método é o mais comum. A ideia é apresentar provas e evidências da existência de Deus. O método clássico de apologética não para por aí, uma vez que um dos seus principais objetivos é defender a veracidade teológica do cristianismo.  Ou seja, além das evidências para a existência de Deus, ele foca em apresentar a divindade de Cristo e veracidade da Bíblia. Outro fator importante é a cosmovisão dos apologetas clássicos. Eles aceitam a validade das provas tradicionais, como por exemplo o argumento moral (senso de bem e mal) que é considerados neste método. Método Evidencial O método evidencial é bastante semelhante ao método clássico, porém ele não tem um compromisso direto à teologia Cristã.  Muitas vezes esse método apresentará evidências racionais (que não são tratadas como provas, como no método anterior), mas sem a cosmovisão Cristã de que Jesus é Deus, por exemplo. O método pode reforçar um deísmo e também o deísmo cristão, trabalhando evidências que reforçam os argumentos de sua veracidade. Método do Caso Cumulativo Esse método é muito parecido com os dois anteriores também, porém oferece uma abordagem exclusiva. Ele trabalha como se fosse uma grande tese de defesa, acumulando diversas evidências históricas e lógicas para construir um caso de defesa da fé. Se você já apresentou um TCC provavelmente vai compreender bem esse método. Método Pressuposicional A ideia aqui é que o Cristianismo já é um sistema de pensamento perfeito e com autoridade própria. Ou seja, ele não precisa de fatores externos para comprová-lo. Isso porque a verdade Bíblica seria superior a qualquer outro método de raciocínio, seja baseado em sensações ou razão. Ou seja, a verdade que existe um Deus todo poderoso e criador dos céus e da terra é tão evidente, que são os ateus e os que questionam o cristianismo aqueles que precisam defender os seus argumentos. As cosmovisões agnóstica e ateísta não podem sustentar-se sozinhas, pois suas experiências só fariam sentido a partir do cristianismo. Método da Epistemologia Reformada Este é um método bastante filosófico, porém vai de encontro com ideias presentes nas Escrituras. Esse método diz que a crença em Deus é algo natural do ser humano, ou seja, é uma crença básica e que não precisa de uma defesa. Esse argumento encontra base bíblica nos dois primeiros capítulos da carta de Paulo aos Romanos. A ideia ganhou força com João Calvino, na Reforma Protestante, que dizia que todo homem nasce com um senso do divino. A Igreja Cristã e a Apologética Talvez você ache que essa história toda de apologética seja uma coisa moderna ou contemporânea.  Uma ideia surgida depois da Reforma Protestante ou, quem sabe, depois do Iluminismo, do Racionalismo, do Evolucionismo ou de tantos outros “ismos” que vemos por aí. Só que não! Na verdade, a apologética é tão antiga quanto o próprio cristianismo. A igreja cristã já nasceu apologética. Não acredita em mim? Então, basta ler qualquer carta do apóstolo Paulo, os escritos do apóstolo João ou qualquer um dos evangelhos.  Pois é, todos estes escritos possuem, em diferentes graus e medidas,

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