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à luz das escrituras.

O que são Disciplinas Espirituais e como praticar os Meios da Graça

Todo cristão quer ter uma vida espiritual saudável e um relacionamento íntimo com Deus.  Porém, comumente, nos conformamos com a nossa conversão e tratamos o “crer em Jesus” como um fim em si mesmo.  Confessamos Jesus Cristo como nosso Senhor e salvador, passamos a frequentar a igreja aos domingos e a ter uma vida um pouco melhor moralmente. Mas esse não deve ser o resultado da nossa conversão e caminhada com o Senhor. Uma das virtudes mais importantes para a maturidade cristã é entender a necessidade da nossa santificação e do nosso crescimento espiritual.  Não importa o quão maduro somos e o tempo de convertido que temos, nunca somos tão santos como deveríamos ser, sempre podemos (e precisamos) aprender e melhorar em nossa caminhada. É aqui que entram as chamadas Disciplinas Espirituais, também chamadas de Meios da Graça. Que são formas de desenvolvermos a nossa espiritualidade cristã. Vamos entender melhor a sua importância e quais são as disciplinas espirituais que todo cristão precisa colocar em prática. O que são disciplinas espirituais? As disciplinas espirituais são maneiras comuns e diárias que Deus nos deixou para experimentarmos os benefícios do sacrifício de Cristo, ou seja, é a forma de desfrutarmos um relacionamento pleno com o Senhor e desenvolver a nossa vida espiritual. Sem os meios da graça, jamais nos tornaremos Cristão maduros. É preciso buscarmos relacionamento com Deus para sermos moldados por Ele.  O Apóstolo Tiago nos alerta que “a fé sem obras está morta” (Tg 2.17 ) e Jesus nos ensina que a árvore é reconhecida pelo seu fruto (Mt 7.20). Uma fé verdadeira, a salvação plena, precisa levar o Cristão a desenvolver a sua santidade e ansiar viver uma vida que imite a Jesus Cristo (1Co 11.1).  Por isso as disciplinas espirituais são tão importantes. É necessário destacar também que as disciplinas em si não podem gerar vida espiritual, embora sejam auxílios importantes, e nem devem ser uma forma do Cristão se justificar perante o Senhor.  O fato de praticá-las não nos torna mais dignos das bençãos do Senhor. Não devemos também praticar os meios da graça como se fossem uma obrigação, uma penitência. Como Filhos de Deus, precisamos ter prazer em sua presença e em desenvolvermos a nossa Santidade, buscando um relacionamento íntimo e uma vida pura e de adoração ao Pai. Vamos ver então quais são os meios da graça e como colocá-los em prática! As Disciplinas Espirituais (meios da graça) Vamos pontuar agora cada uma dessas disciplinas espirituais e entender a importância de cada uma delas em si. É importante notar que são poucas as disciplinas que de fato são indispensáveis para a vida do Cristão, embora todas elas sejam recomendáveis e deveriam ser praticadas por um Filho de Deus que busca desenvolver sua espiritualidade cristã. Leitura da Palavra “Ninguém despreze a tua mocidade; pelo contrário, torna-te padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza. “Até à minha chegada, aplica-te à leitura, à exortação, ao ensino.” (1 Tm 4:12,13) “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.” (2Tm 2.15) “…mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me conhecer e saber que eu sou o Senhor…” (Jr 9.24) É impossível amar uma pessoa que não conhecemos. Deus escolheu se revelar à humanidade por meio da Sua Palavra. Portanto, é absolutamente contraditório dizer que amamos a Deus se não amamos a sua Palavra. Precisamos ter fome e sede de conhecer quem Deus é e conhecer as suas escrituras. É impossível ter um relacionamento íntimo com alguém que não conhecemos, por isso precisamos gastar tempo com as Escrituras. Essa leitura não deve ser superficial e não é como se estivéssemos lendo um livro qualquer.  É preciso ter a convicção de que quando abrimos as páginas da Bíblia não estamos lendo um Livro, mas conhecendo uma Pessoa. É impossível ouvir a voz de Deus, se não lermos a sua Palavra. Oração “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á.” (Mt 7.7) “Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração.” (Jr 29.13) “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças.” (Fp 4.6) Assim como a leitura das Sagradas Escrituras, a Oração é uma das disciplinas espirituais indispensáveis para qualquer cristão. A sua espiritualidade será tão desenvolvida quanto a sua vida de oração. A oração é o principal meio que o cristão cultiva o seu relacionamento com Deus.  É uma comunhão espiritual pela qual transmitimos nossas ações de graça, nossa adoração, nossas súplicas, nossas intercessões, nossas petições e nossas confissões de pecado a Deus. A oração é como uma conversa face a face com Deus, ela nos conecta a Ele, nos aproxima dEle, torna nosso relacionamento com o Pai mais íntimo e pessoal e, também, nos ajuda a lidar com nossas ansiedades, angústias e a viver uma vida de dependência dEle. A oração não muda a Deus, mas muda o cristão.  Quanto mais tempo gastamos na presença do Pai em oração, mais somos moldados pelo seu Espírito Santo e a cada dia nossas orações ficam mais alinhadas ao coração do Pai e o nosso coração mais alinhado com a Sua vontade. Meditação “Medita estas coisas e nelas sê diligente, para que o teu progresso a todos seja manifesto.” (1Tm 4:15) “As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença, Senhor, rocha minha e redentor meu!” (Sl 19:14) A meditação está diretamente relacionada à leitura da Palavra.  A meditação diz respeito a alimentar e exercitar a nossa mente com as coisas do Senhor. Refletir naquilo que lemos e aprendemos a respeito de Cristo, sondar nossos corações e trazer tudo aquilo é verdadeiro, puro e amável à nossa mente. (Fp 4.8) A meditação é o que nos ajuda a guardar a Palavra de Deus em nosso coração, não apenas como uma leitura superficial, mas um

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Espirito Santo de Deus: o que é, sua função na Igreja e o que Bíblia diz sobre Ele

Uma das figuras mais controversas da Bíblia é o Espírito Santo. Ainda hoje diversas linhas teológicas divergem quanto à sua atuação nos dias atuais. Por muito tempo a Terceira Pessoa da Trindade foi negligenciada, sendo pouco citada e pregada. Enquanto era muito comum ouvir falar de Deus Pai e de Jesus Cristo, pouco ou quase nada se pregava sobre o Espírito Santo. Por outro lado, muito ministérios deram uma centralidade indevida ao Espírito Santo e lhe atribuíram sinais e ações que pouco, ou nada, tem a ver com Ele. Você sabe dizer qual é a real função do Espírito Santo? Entende por que ele é tão importante para a Igreja hoje? Neste conteúdo veremos com detalhes o ministério do Espírito Santo e como ele atua na Igreja. Você aprenderá: O que é o Espírito Santo Como Ele atua nos dias de hoje Como receber o Espírito Santo O que é o Batismo no Espírito Santo O que é e como ser cheio do Espírito Santo Então, vamos lá! O que é o Espírito Santo de Deus? O Espírito Santo é a Terceira Pessoa da Trindade, o que quer dizer que Ele é Deus. Ele habita no cristão e é responsável por levá-lo a crer em Deus e ao arrependimento dos pecados. Muitas pessoas tratam o Espírito de Deus como se fosse uma energia, algo que o cristão controla e dá poderes a ele. Mas o Espírito é uma pessoa. E a Bíblia deixa claro que não somos nós quem mandamos, ordemos ou sopramos o Espírito Santo, mas é ele quem guia e controla a sua igreja. Isso fica evidente em Atos, quando Paulo viajava em missões e tem os planos modificados. A Palavra diz que o Apóstolo ia em uma direção quando foi “impedido pelo Espírito Santo” (At 16.6-7).  E depois é conduzido pelo Espírito até a Macedônia. O Espírito é o próprio Deus que habita nos cristãos e nos capacita vivermos a vida que Cristo tem para nós. O Espírito Santo na Bíblia A melhor forma de entendermos o que é o Espírito Santo é investigando com detalhes o que a Bíblia diz sobre ele. Vamos começar observando a melhor fonte que temos nas escrituras, o discurso de Jesus em João 14, 15 e 16. “Outro” Paracleto (Consolador) A primeira afirmação de Jesus a respeito do Espírito é que ele rogaria e o Pai enviaria outro Consolador (Parakletos, no orginal). Dou essa ênfase na palavra “outro” porque ela é de suma importância para entendermos. Quando Jesus diz que o Pai enviaria “outro” Paracleto, Jesus está colocando o Espírito Santo no mesmo patamar que ele próprio. É como se Jesus dissesse: “eu sou o primeiro Consolador, porém o Pai enviará outro!”. A única vez que a palavra Paracleto aparece na Bíblia, fora do discurso de Jesus para os Apóstolos no livro de João, é referindo-se ao próprio Cristo. Acontece na famosa passagem na 1ª Carta de João, onde o Apóstolo afirma que “se pecarmos, temos advogado junto ao Pai” (1Jo 2.1), a palavra traduzida por advogado é Paracleto. Isso implica em algumas conclusões importantes: 1º. Isso comprova a divindade do Espírito Santo. Se Jesus é Deus e está afirmando que o Espírito está no mesmo patamar, logo, Ele também é Deus. 2º Isso nos ensina que o Espírito tem conosco hoje o mesmo papel que Jesus tinha com os seus apóstolos Jesus era o líder, amigo, conselheiro, pastor, advogado, consolador etc. tudo isso é também função do Espírito Santo em nossas vidas. O que é Paracleto? Traduzido em algumas Bíblias como Consolador em alguns momentos e Advogado em outros, Paracleto, além desses dois sentidos, significa, literalmente, o que é chamado para o lado de alguém. Chamá-lo apenas de Consolador ou Advogado acaba nos levando a reduzir o riquíssimo significado que essa palavra possui. O Espírito é aquele que, de fato, caminha com o Cristão, capacitando e conduzindo a uma vida de entrega, obediência e devoção a Deus.  O livro de Atos (também chamado de Atos do Apóstolos), poderia ser também chamados de Atos do Espírito Santo.  Jesus havia instruído os seus apóstolos que esperassem até que fossem revestidos de poder para serem testemunhas dEle (At 1.8).  Apenas quando recebem o Paracleto para caminhar com eles, é que são capacitados para fazer a obra e testemunharem a respeito de Cristo. A função do Espírito Santo Vimos que o Espírito é aquele que nos capacita e conduz a nossa vida Cristã. Hoje em dia, muitos associam o Espírito Santo apenas a manifestações, sensações, milagres, línguas estranhas e curas. Porém se olharmos o discurso de Jesus sobre o Espírito (Jo 14-16) podemos perceber que nenhum desses elementos sequer é citado. Apesar de ser o Espírito Santo que faz milagres, sinais e distribui dons por meio dos seus discípulos, vemos que a ênfase do seu ministério não é essa.  Infelizmente, muitos ministérios atualmente focam naquilo que não é o principal. Vamos aprender a verdadeira ênfase que Jesus dá na obra do Espírito. O Espírito da Verdade (Jo 14.17) Além de chamá-lo de Paracleto, Jesus também usar o termo Espírito da “Verdade”. Isso significa que o Ele é o único verdadeiro e somente podemos chegar à verdade por meio dEle.  Isso fica evidente na vida do Apóstolo Paulo. Antes de receber o Espírito Santo, Paulo já possuía todo o conhecimento nas escrituras judaicas, porém, apenas por meio da atuação do Espírito de Deus é que ele chegou à verdade. Habita em vós (Jo 14.17) O Espírito Santo sempre atuou na Terra. No Antigo Testamento a sua atuação é destacada em diversos momentos: Capacitando José para interpretação do sonho de Faraó (Gn 41.34) Deu habilidade e inteligência para o serviço a Bezalel e a Aoliabe (Ex 36.1) Capacitando Gideão na liderança (Jz 6.34) Dando força extraordinária para Sansão (Jz 14.6) Falou por meio dos Profetas (Is 48.16) Podemos enumerar ainda vários outros episódios. Porém, o Espírito de Deus atuava de forma pontual na vida desses homens.  Após a ascensão de Jesus, o Espírito habita EM

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O que é Espiritualidade Cristã e como desenvolvê-la

Ao escutarmos a palavra espiritualidade, uma enxurrada de coisas nos vêm à mente, por efeito de influências externas que condicionam a maneira como pensamos.  Porém, estudando mais a fundo a espiritualidade cristã, somos confrontados com a percepção de que tudo o que entendemos como espiritual, na verdade não é. Particularmente, quando penso em alguém espiritual, imagino um monge, ou até mesmo uma entidade isolada, que não tem contato com a maldade ou o pecado.  E você? O que vem a sua mente? Meu objetivo com este texto é entendermos o que realmente é ser espiritual e o como podemos desenvolver a nossa espiritualidade. Ser espiritual é ser humano  A teologia cristã reitera que, de fato, ser espiritual é ser cada vez mais humano. Isso porque, desde a fundação do mundo, fomos arquitetados por Deus para servir um propósito, e quanto mais espirituais nós somos, mais perto chegamos da finalidade para a qual fomos criados.  Desde o Éden, Satanás opera de modo a confundir o homem, fazendo com que pense que é mais ou menos do que foi criado para ser.  Todavia, só poderemos viver uma vida plena ao entender nossa identidade em Deus, nada menos e nada além de seres que existem para glorificá-lo. Mas o que significa ser espiritual? Creio que essa pergunta pode gerar um debate bem grande, mas quero respondê-la de uma maneira bem simples: ser espiritual é se tornar cada vez mais parecido com Jesus Cristo.  Ele é o nosso exemplo de ser humano, e a nossa meta a alcançar.  Acredito também que ser espiritual não se restringe a uma proclamação pública da fé, ou a esgotar todo conhecimento que há para ser estudado.  A principal forma de transmissão da espiritualidade se dá mediante nossas ações e nosso amor. Assim, uma pessoa espiritual permite que sua vida seja 100% conduzida pelo Espírito Santo.  O ponto de partida da espiritualidade cristã  Assim como a conversão é o início da vida para o cristão, é nela também que começa a se tornar espiritual.  Por consequência, o novo nascimento nos permite reconhecer quem somos, e a entender quem precisamos nos tornar (não por nossa própria força, mas pela graça de Deus). Quando olhamos para dentro de nós, em um processo de interioridade, percebemos que somos pecadores e precisamos de um Salvador.  O primeiro passo para se tornar alguém completo, é reconhecer a nossa natureza caída.  A Bíblia deixa bem claro o quão pecadores nós somos. Várias passagens nos mostram que não somos nada sem a graça e a misericórdia de Deus, como por exemplo:  Rm 3:10-23 Rm 7:14-1 1 João 1:8-10 Isaías 64:6 Graças a Deus por ter enviado a Jesus, porque a partir dEle podemos nos tornar mais espirituais, visto que não nos encontramos mais debaixo do poder do pecado. A santidade enquanto um processo  Caminhando um pouco mais, chegamos no processo de santidade. Não é chamado de processo à toa, pois deve ser desenvolvido pelo resto de nossas vidas.  Se ser santo é um mandamento direto do Senhor, a santidade é algo que devemos buscar diariamente.  “Vocês serão santos para mim, porque eu, o Senhor, sou santo, e os separei dentre os povos para serem meus.” (Lv 20:26) A santidade na Bíblia  Diferentemente do que muitos possam pensar, ser santo não é se isolar de tudo e todos, sem ter contato com ninguém para se manter puro.  Jesus quando ora por nós em João 17 diz:  “Não rogo que os tires do mundo, mas que os protejas do Maligno. Eles não são do mundo, como eu também não sou. Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. Assim como me enviaste ao mundo, eu os enviei ao mundo.” (Jo 17: 15) Essa passagem pode resumir o significado de santidade.  Não é fugir de tudo e se isolar. Não é se fechar em uma bolha gospel.  Na verdade é se encontrar em Cristo, ter sua identidade fixa em Deus e ir em direção ao mundo levando a boa notícia de que fomos salvos. Gosto do exemplo de Daniel para definir isso: ele morava na grande Babilônia, mas se diferenciava dos demais, desde sua dieta até a sua religião. Desse modo, sua história nos traz a confirmação e a esperança de que é possível viver em meio ao mundo, sem deixar de ser luz. Sem deixar de ser espiritual. As pessoas ao redor dele enxergavam o Deus de Israel em tudo que ele fazia. Entendendo a espiritualidade cristã Na busca pela espiritualidade, também passamos por tópicos como a religião, a fé, a razão e a humildade.  A seguir, abordaremos brevemente cada um deles.  Religião  Por religião, compreende-se a busca constante do ser humano para preencher um vazio inerente à sua existência, que todos possuem dentro de si.  Tal vazio equivale-se ao disposto no livro de Eclesiastes: “Deus pôs a eternidade no coração do homem sem que este saiba as obras que Deus fez do princípio até fim.” (Ec 3:11)  Assim, o homem acaba sendo levado a fazer de tudo para se sentir preenchido, desde boas ações até cultos místicos.  É justamente nesse sentido que a religião se diferencia da revelação.  A religião assimila condutas por meio das quais o ser humano tenta trilhar seu caminho até Deus, enquanto a relevação diz respeito à aproximação de Deus, que se revela por meio de sua graça ao homem. Em toda a Bíblia vemos Deus se revelando. Um Deus misericordioso, que mesmo com a rebelião do homem, envia seu Filho para morrer a nossa morte. De Gênesis a Apocalipse, temos Deus vindo em direção à humanidade, restabelecendo nossa relação com Ele. Fé  A fé é o ato de crer e praticar. Quando alguém declara ter fé em determinada crença, mas o seu estilo de vida não abrange aquilo que diz acreditar, certamente não tem fé.  Seria melhor colocar: eu não tenho fé, mas sim a fé me tem. É algo além de nós. A Bíblia nos diz que a fé é um dom de Deus. E sem dúvida um aspecto

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Quem foi Ester na Bíblia: Conheça a história da Rainha Ester e a sua importância!

A história de Ester é surpreendente e inspiradora. Ela foi uma das mulheres mais importantes da Bíblia e sua vida nos traz grandes aprendizados.  Ester revela uma espiritualidade fervorosa, marcada por uma verdadeira confissão de caráter, foi uma mulher exemplar em devoção, fé, coragem, sabedoria e humildade. Neste post vamos conhecer quem ela foi, como se tornou rainha e como foi usada por Deus para salvar a nação de Israel.  Além de aprendermos muito com a vida dela. Então, vamos lá! Quem foi Ester? Ester é uma das mulheres mais importantes de toda a história bíblica. Ela se tornou rainha da Pérsia e foi usada por Deus para salvar todo o povo hebreu. Ela era judia, foi criada por seu primo Mordecai na Pérsia, já que era órfã. Nessa época, a nação de Israel estava sob exílio no reino persa. Ester era muito atraente e bonita e, por isso, se tornou rainha.  O Significado do nome Ester  O nome hebraico de Ester é Hadassa e significa mirta ou murta, que é uma flor bonita e popular.  Quando Hadassa entra para o harém real, ela recebe o nome de Ester, possivelmente pela designação dada à mirta, palavra bastante próxima da raiz do termo que designa tanto “mirta” como “estrela”, a forma da flor.  A história de Ester na Bíblia  O livro de Ester foi escrito aproximadamente entre 470 e 486 a.C, e acredita-se, que foi escrito por Esdras.  A história ocorreu em Susã, uma das três capitais do império persa, que se estendia da Índia à Etiópia, compreendendo também algumas ilhas do Mediterrâneo.  Ester viveu num tempo de grande perigo, pois seu povo, os israelitas, estavam em exílio, após a destruição da cidade Jerusalém.  A rainha nasceu quando o povo judeu já estava sob domínio persa há mais de 120 anos. Assuero e Vasti  A história de Ester começa quando o Rei Persa Assuero (provavelmente o rei Xerxes) deu uma grande festa para os seus servos e príncipes, para exibir suas riquezas e glória do seu reino. A rainha Vasti (antecessora de Ester no trono) é convocada para o rei exibir sua formosura. Ela, porém, se recusa a atender ao chamado do rei Assuero de estar em sua presença.  Por este motivo, o rei fica furioso e resolve destituir Vasti do seu cargo de Rainha. Para substituir a rainha Vasti, o rei cria um concurso de beleza para que seja escolhida no reino a jovem mais bela e formosa para se tornar rainha.  As jovens mais bonitas de todas as 127 províncias do reino Persa foram convocadas para se apresentar ao rei, e, dentre elas estava Ester. Ester é feita Rainha  Durante o concurso criado pelo Rei, as jovens ficavam recebendo, durante 12 meses, tratamentos especiais de beleza e especiarias.  Quando chega ao harém, Hegai (o responsável pelas mulheres do concurso) se encanta com a beleza de Ester e dá a ela o melhor lugar na casa, as melhores vestes e os melhores alimentos. Os 12 meses se passaram e as jovens foram chamadas a presença do rei. Nesta ocasião cada uma levava um presente para adornar-se, entretanto, ao contrário das outras jovens, Ester não escolheu nada além do que já possuía.  Quando ela se apresenta ao rei, sua beleza o impressiona e ele a ama mais que todas as outras jovens.  Imediatamente, Ester é coroada rainha no lugar de Vasti.  Entretanto, mesmo após ser coroada Rainha, Ester mantém-se obediente ao seu primo Mordecai e não revela sua identidade judaica, visto que os judeus sofriam grande perseguição naquela época. Mordecai e o plano para tirar a vida do Rei  Preocupado com sua prima, que havia sido criada como filha, Mordecai visitava frequentemente o palácio de Susã.  E, numa dessas visitas, Mordecai escuta quando dois oficiais planejam uma conspiração para assassinar o rei.  Mordecai conta à Rainha Ester que informa o plano ao rei. Ao descobrir a veracidade dos fatos, o rei manda enforcar os oficiais que conspiravam contra ele e o plano conspiratório é escrito nos registros históricos. O plano de Hamã contra Mordecai  Algum tempo depois, Hamã, nobre e amalequita, é exaltado e colocado como o 1º ministro, sendo o segundo no reino abaixo do Rei.  E, por isso, naquele tempo foi publicado um decreto do rei para que todos adorassem Hamã. Entretanto, como Mordecai era judeu e servo de Deus, ele se recusa a se curvar diante de Hamã.  Hamã fica muito enfurecido com Mordecai e todo o povo judeu e requer ao rei que os judeus sejam punidos por não o adorar.  O rei concede o pedido de Hamã e publica novo decreto para que seja destruído o povo judeu.  O pedido de Mordecai a Ester  Quando Mordecai toma conhecimento do decreto contra o povo, se entristece bastante, rasga suas vestes e cobre-se de cinzas (costume da época). Ester fica sabendo da tristeza de Mordecai e se entristece também. Preocupada com seu primo, ela manda que seus servos descubram o motivo da tristeza de Mordecai. Mordecai conta para Ester o plano terrível de Hamã e pede para que ela interceda pelo povo o judeu perante o rei.  Acontece que naquela época, quem fosse à presença do rei sem ser convidado, seria condenado a morte, exceto se o rei estendesse seu cetro de ouro. Por isso, Ester fica receosa e teme por sua vida. Porém, seu primo a alerta de que ela também era judia e não seria poupada apenas por estar no palácio.  Além disso, ele fala que se não for por Ester, a ajuda para o povo judeu se levantará de outra parte (Et 4:13-14).  Com isso, Ester pede a Mordecai que ele e todo o povo judeu ore e jejue por 3 dias e, informa que, ela e suas servas fariam o mesmo.   Os dias se passam e Ester coloca suas vestes reais para ir à presença do rei. O rei, ao avistá-la, estende seu cetro de ouro e diz: “pede-me o que quiseres e até metade do reino eu te darei.” (Et 5:3) Ester,

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Quem foi Raabe na Bíblia? Conheça a heroína da fé e as suas lições para nossa vida

Raabe é uma das personagens mais marcantes da Bíblia. Além de ser uma das poucas mulheres citadas na genealogia de Jesus Cristo, ela é a única mencionada dentre os heróis da fé. A história de Raabe é também uma grande lição para as nossas vidas, especialmente nos dias atuais. Vivemos um tempo em que fomos obrigados a nos retrair, ficar em casa, isolados de tudo e todos.  Os relacionamentos se tornaram quase que totalmente digital, pois além da nossa família, não nos relacionamos com quase ninguém pessoalmente.  E nisso começamos a criar dúvidas existenciais na procura de entender este momento, e muitas vezes questionamos a Deus.  Será ele mesmo soberano? Será que Deus possui realmente o controle sobre todas as coisas? Como será a vida após esse extenso isolamento? A igreja continuará relevante?  E na história da Bíblia, essa personagem muito interessante, nos ensina que o cristianismo perdura em meio à qualquer obstáculo. E ainda é incluída como uma heroína da fé (Hb 11:31).  Na história de Raabe podemos ver a graça, misericórdia, bondade, e providência de Deus. Em suma ela mostra que a graça de Deus é capaz de alcançar pessoas impossíveis, e não há limite para seu amor e misericórdia em salvar pecadores. Vamos conhecer um pouco mais sobre ela. Contexto: a história de Raabe na Bíblia A história de Raabe está no livro de Josué, e a principal parte dela está no capítulo 2.  A história toda acontece quando o povo de Deus já havia saído do Egito, Moisés já os levou pelo deserto, mas ele morreu e quem assumira a liderança do povo era seu braço direito, Josué.  Então, Josué estava a caminho da terra prometida e estava enfrentando o primeiro grande obstáculo: Jericó.  Para se estabelecerem em Canaã, eles precisavam passar por Jericó. Mas, na época, as cidades eram todas construídas dentro de muros, esses eram muito altos e espessos, e haviam pessoas que construíam suas casas neles.  Os muros tinham objetivo de proteger a cidade contra invasores e eram praticamente impenetráveis. Josué era um cara esperto. E para conseguir passar por aquelas muralhas ele enviou dois espiões para colherem informações sobre a cidade, governo, sobre o muro etc.  Os espiões foram, portanto, para um local estratégico, onde passavam vários comerciantes, viajantes, mercadores locais e forasteiros. Eles foram a um prostíbulo.  Por irem em um local tão movimentado, fora dado a notícia para o rei de Jericó que haviam dois estranhos entre eles colhendo informações.  Quem é Raabe, a prostituta? Nesse momento da história, entra Raabe. Ela era uma prostituta (ou a dona do prostíbulo), e sustentava sua família com a prostituição, que era uma prática relativamente comum na época. A notícia que haviam dois estranhos andando por Jericó se espalhou bem rápido, e foi parar no rei (Js 2:2-3).  Com isso, a cidade toda entrou em alerta, e o rei desconfiou que os espiões estavam no prostíbulo de Raabe, com isso, por lógica, ela deveria entregá-los. Raabe protege os espiões Raabe, porém, escondeu os espiões.  Ela não os entrega para o governo de Jericó como deveria. Mas, por quê? Se pararmos para analisar, Raabe não tinha por que arriscar escondê-los.  Ela poderia tê-los entregue honrando seu reino, sua liderança, ou como queira chamar. E ela explica porque fez isso (Js 2:8-21). Ela tinha ouvido as coisas que Deus fez por seu povo ao tirá-lo do Egito.  Como ela sabia?  Como falamos, ela trabalhava em um bordel, e muitos viajantes, além de vários moradores da cidade, iam até lá.  Assim, Raabe ouviu as histórias sobre as pragas que Deus mandou ao Egito para libertar o seu povo e sobre como Ele fez o mar se abrir para que os hebreus passassem.  Ela ouviu tudo isso. Ouviu e creu.  A fé de Raabe em Deus já era presente antes mesmo dela ter falado diretamente com aqueles que eram o povo de Israel.  Por isso, ela abriga os espiões em sua casa para eles não serem pegos, e pede que em recompensa do sacrifício que ela fez, eles poupassem a ela e sua casa.  Portanto, foi acordado que no dia em que os israelitas forem invadir Jericó, ela colocaria um fio vermelho sobre sua porta sinalizando que não eram para atacar àquela casa. E assim foi feito. Raabe a heroína da fé Mas, caro leitor, gostaria de trazer um questionamento para vocês.  Raabe é uma heroína da fé. Por quê?  Ela mentiu para seu povo, traindo-o sem pensar duas vezes. E mesmo assim ela é uma heroína da fé. A mentira dela não tem problema, já que é para o Senhor?  Não. Toda mentira é pecado. Inclusive a que ela contou.  No texto bíblico, o autor não deixa de contar que ela mentiu, e muito menos de dizer que “tá de boa”, é uma mentira irrelevante.  O verdadeiro motivo de Raabe ser uma heroína da fé é que ela teve certeza, plena convicção daquilo que Deus é, daquilo que ele fez, e principalmente de seu amor e graça.  Ela creu na palavra que recebeu. Raabe não viu nenhum dos milagres do Deus de Israel. Simplesmente ouvindo falar sobre Ele e as histórias, ela soube, pela fé, que ele era o Deus Vivo.  Demonstrando que, de fato, a fé se dá pelo ouvir a palavra de Deus. (Rm 10:17). *Conheça também a história de Ester na Bíblia. Lições que podemos aprender com Raabe Nesse momento você pode estar se perguntando: “mas como a história dela revela a graça, misericórdia e providência de Deus igual tinha dito no começo?” Vamos ver então cada um desses três tópicos revelados sobre a vida dela e como podemos aprender com Raabe e confiar no Senhor. Graça Raabe revela a graça de Deus e a maneira que ela alcança os piores, os improváveis, aqueles que ninguém sequer consideraria digno de possuir uma chance.  Deus pode tê-los como filhos, se ele bem quiser, como demonstrado com Raabe. Ela era uma prostituta e não fazia parte da nação escolhida por Deus. Ainda assim, o

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Tudo sobre a Bíblia: o que é, quem escreveu, sua história, como começar e qual versão ler

A Bíblia foi o primeiro livro impresso na história, além de ser, provavelmente, aquele que mais influenciou a humanidade. Para muitos estudiosos a Bíblia é um fenômeno a ser estudado, um livro histórico com mitos, fatos e uma história que impacta o mundo há anos. Para nós, cristãos, ela é um manual de fé e prática. Quando decidimos por ter um relacionamento pessoal com Jesus Cristo, o principal meio para arraigar uma fé sólida é a leitura da Bíblia.   Muitas das nossas descobertas pessoais sobre a fé cristã e personagens bíblicos acontecem quando mergulhamos pela história bíblica e nos dedicamos a aprender seus ensinamentos. Mas você já se perguntou sobre a Bíblia? Já se perguntou por que a Bíblia é tão importante para os cristãos?  Quem a escreveu? Como a Bíblia chegou nas nossas mãos hoje?  Porque tantas versões e tipos de estudos temáticos? Qual a melhor?  O que me faz decidir por uma Bíblia de estudo e não outra?  Pensando nessas perguntas vamos percorrer esse universo que é a Bíblia, desvendar suas versões e delimitar qual melhor Bíblia Temática para cada necessidade. Vem com a gente 😀 O que é a Bíblia? A Bíblia, para os cristãos protestantes, é autoridade de fé e de prática de vida. A palavra Bíblia significa “Livro” ou “Rolo”. Ela é na verdade um conjunto de 66 livros divididos em duas partes principais: Antigo e Novo Testamentos. Ela também é chamada de “Escrituras”, “Escrituras Sagradas”, “Palavra de Deus” e a “Palavra”. Segundo Daniel Doriani (autor e professor cristão): “A Escritura é clara o bastante para que qualquer pessoa entenda os pontos essenciais da fé.”  A Bíblia é mais que mera literatura, ela é a Palavra de Deus, por isso é tão importante. Enquanto a palavra de Deus, entendemos que a Bíblia foi completamente inspirada por Deus em toda sua amplitude. Dessa forma, acreditamos na inerrância das Escrituras, ou seja, não existem erros na Bíblia. Segundo Wayne Grudem (teólogo e autor cristão): “Por inerrância das Escrituras entende-se que as Escrituras nos manuscritos originais não afirmam nada contrário aos fatos.”  O mesmo Grudem afirma ainda que: “Todas as palavras na Bíblia são palavras de Deus e que, portanto, não crer em alguma palavra das Escrituras ou não obedecer a ela é não crer em Deus ou desobedecer a ele. A Bíblia ensina claramente que Deus não pode mentir nem falar falsidade (II Sm 7.28; Tt 1.2; Hb 6.18).  Assim, todas as palavras nas Escrituras são declaradas completamente verdadeiras e destituídas de erros, qualquer que seja o trecho (Nm 23.19; Sl 12.6; Sl 119.89 e 96; PV 30.5; Mt 24.35).  As palavras de Deus são, de fato, o padrão máximo de verdade (Jo 17.17).” (Retirado de As Bases da Fé Cristã). Quanto mais somos expostos à Palavra, de coração aberto e buscando conhecer ao Senhor, apresentamos menos desvios éticos e morais.  Porém precisamos entender que existe um distanciamento entre o entendimento do conteúdo e nós. Enquanto cristãos, é o Espírito Santo que nos auxilia na leitura bíblica, nos iluminando os ensinamentos propostos por Deus. Ler a Bíblia dessa forma, é ouvir a voz do próprios Deus. Quem escreveu a Bíblia Ao nos debruçarmos sobre a leitura das Escrituras descobrimos cenários e personagens descritos por cerca de 40 autores diferentes, de épocas distintas, vindos de diversas culturas, cada um com a sua própria história de vida, mas, ao mesmo tempo, tão complementares. Todos os autores, mesmo sem se conhecer e vivendo em épocas distantes, compuseram uma mesma história. Podemos destacar alguns dos autores mais populares das Sagradas Escrituras, como: Moisés — Autor do Pentateuco (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio) Davi – Autor da maioria dos Salmos. Foi rei em Israel de 1003 a.C. à 970 a. C. Salomão — Autor de Provérbios e Cantares, além de alguns Salmos. Alguns atribuem Eclesiastes a ele, mas o livro provavelmente teve outro autor baseando-se na vida e pensamentos de Salomão Lucas — Autor do Evangelho segundo Lucas e do livro de Atos João — Autor do Evangelho segundo João, do Apocalipse e de 3 cartas que compõem o novo testamento Paulo — Autor de 13 cartas que totalizam grande parte do Novo Testamento. As principais são as cartas de Paulo aos Romanos e as duas cartas aos Coríntios Apesar da variedade, cremos que todos os livros bíblicos foram escritos pelo próprio Espírito Santo, inspirando e conduzindo cada um dos autores. Além da diversidade de autores, a Bíblia traz ainda outra peculiaridade quanto à data de seus escritos.  A partir de estudos históricos e arqueológicos sabe-se que a Bíblia foi escrita dentro de um período aproximado de mil e seiscentos anos entre o primeiro escrito e o último.  Em qual língua a Bíblia foi escrita? Os textos originais foram escritos em três idiomas: hebraico e aramaico no Antigo Testamento e, grego no Novo Testamento.  Foram registrados em papiros e rolos, forma bem diferente de como temos hoje. Os autógrafos, textos originais, se perderam com o tempo. O que temos atualmente são cópias extremamente confiáveis feitas por copistas ao longo dos anos. A história da Bíblia A Bíblia é canônica, o que quer dizer que segue regras e critérios padronizados para a definição de todos os livros que pertencem a ela.  Apesar da multiplicidade de autores e datas, ela é unificada, isto é, há continuidade entre a mensagem do Antigo e Novo Testamentos. A Bíblia é uma única narrativa, contando uma única história. Se pudéssemos resumir a história contada nas Escrituras em poucas palavras, provavelmente diríamos que: A Bíblia conta a história da glória de Deus e da redenção de uma humanidade caída por meio de Jesus Cristo. É a história da Missão de Deus de restaurar a criação que virou as costas para Ele.  As Escrituras são divididas em dois grandes blocos de conteúdo: Antigo Testamento O Antigo Testamento, tal como lemos na Bíblia protestante, está estruturado com os mesmos livros que a ortodoxia hebraica usa.  A divisão dos livros, porém, é um pouco diferente.  A versão Católica também se

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Como ouvir a voz de Deus? Entenda como Deus fala nos dias de hoje!

Estamos vivendo uma época em que parar para ouvir qualquer coisa é bem difícil.  Escutar a voz de Deus então, parece algo místico, diferente, mas ao mesmo tempo, desejado.  Mas será que é mesmo assim, tão diferente e sobrenatural? Os cristãos ouvem vozes? Se você quer saber o que é ouvir a voz de Deus, por que isso é tão importante e como isso acontece, veio ao lugar certo!  Pois, neste post vamos responder cada uma dessas questões! Por que ouvir a voz de Deus? Antes de aprendermos como ouvir a voz de Deus, vamos entender por que isso é tão importante e os benefícios de aprendermos a ouvir a sua voz: 1. Para ter uma fé verdadeira  “E, assim, a fé vem por se ouvir a mensagem, e a mensagem é ouvida mediante a palavra de Cristo.”  (Rm 10:17) Na pregação em que esse texto foi baseado, o Pastor Lucas Faria (Pastor Lucão) discutiu que se a fé vem pelo ouvir, a incredulidade também vem pelo ouvir.  “Como assim”? Você pode estar se perguntando, mas é.  A incredulidade vem por ouvir as mentiras. Enquanto a fé é gerada e fortalecida pelas verdades a incredulidade é fortalecida pelas inverdades. Vemos isso na prática no Jardim do Éden, quando Adão e Eva ouvem a mentira da Serpente e são levados à incredulidade. Deus havia dito a Adão que se comessem do fruto morreriam (Gn 2.17). A Serpente diz a eles que era “certo que não morreriam” (Gn 3:4). Eles não comeram do fruto esperando a morte. Eles creram na Serpente e não na palavra de Deus. Isso mostra a importância de ouvirmos a verdade. A mentira nos leva a incredulidade. E quem melhor para nos falar a verdade, se não o próprio Deus? 2. Para saber que pertencemos a Ele.  “Aquele que pertence a Deus ouve o que Deus diz (…). ” (Jo 8:47)  Aqueles que de fato receberam a fé salvadora e creram em Deus vão buscar ouví-lo. E o desejo de ouvir a Deus mostra que pertencemos a ele. 3. Para não ser enganado por vozes mentirosas  “Se, na verdade, vindo alguém, prega outro Jesus que não temos pregado, ou se aceitais espírito diferente que não tendes recebido, ou evangelho diferente que não tendes abraçado, a esse, de boa mente, o tolerais.” (2Co 11: 04) Se não conhecemos o verdadeiro Evangelho, pregado por Jesus, pelos seus apóstolos e testificado por toda a Bíblia, estaremos sujeitos ao engano. 4. Para conhecer a vontade de Deus  “E, percorrendo a região frígio-gálata, tendo sido impedidos pelo Espírito Santo de pregar a palavra na Ásia, defrontando Mísia, tentavam ir para Bitínia, mas o Espírito de Jesus não o permitiu.” (At 16:6-7) Como saber a vontade de Deus se não o ouvirmos? A passagem acima mostra como Paulo possuía planos, mas que quem o direcionava era o Espírito Santo de Deus. Paulo ouvia o Espírito e entendia a vontade de Deus. Bom, existem mais motivos mas acredito que a esse ponto você já tenha se convencido de que vale a pena ouvir a voz de Deus, certo? Mas como?  Como ouvir a voz de Deus? Nos relatos bíblicos vemos vários momentos em que homens e mulheres ouviram a Deus.  Antes da queda, o relacionamento era tão íntimo que Adão conversava com Deus na virada do dia no Jardim  Abraão teve contato com o Anjo do Senhor  Agar, serva de Abraão, foi consolada pelo mesmo Anjo do Senhor Moisés ouviu Deus falar por meio de uma sarça ardente  Samuel, audivelmente ouviu a voz de Deus Os Profetas ouviam a voz do Senhor e eram a sua boca para a nação de Israel Se notarmos, existe um padrão em todos eles.  Em nenhum momento percebo a voz de Deus competindo com outras, nem mesmo com a deles. Calando as outras vozes O primeiro passo pra ouvir a voz de Deus é abaixar o volume das outras vozes.  Não, não é uma voz mística que você não sabe de onde vem e tem medo. Não é um pensamento, mas as vezes é o silêncio.  O Profeta Elias viveu um dos momentos mais difíceis da sua vida em uma caverna enquanto fugia de Jezabel (Rainha de Israel, adoradora do deus Baal e que perseguia os profetas de Deus).  Elias buscou ao Senhor e lamentou-se com Ele várias vezes, mas o Senhor só falou com Ele, quando tudo passou e Ele estava em silêncio. (1Rs 19) É preciso ter momentos de solitude, calar nossa alma, nossa própria mente e o que o mundo diz sobre nós.  Falar com Deus, sim, mas também ter tempo pra ouvi-lo, no silêncio.  Reconhecendo a Voz do Senhor O segundo passo, é reconhecer a voz dEle.  Não acredito que hoje seja necessário que apareça uma sarça ardente (poucas árvores disponíveis por aí né?), nem uma voz do alto.  E quer saber por quê? Deus deixou claro em sua palavra a quem devemos ouvir.  A Jesus Cristo.  A Ele ouvi “Há muito tempo Deus falou muitas vezes e de várias maneiras aos nossos antepassados por meio dos profetas, mas nestes últimos dias falou-nos por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e por meio de quem fez o universo. ”  (Hebreus 1: 1 e 2)  Jesus é o falar de Deus. Ele não é apenas tudo o que Deus é, mas também tudo o que deveríamos ser. Jesus foi o homem perfeito. Ele está em um patamar muito acima de outros irmãos como Moisés e Elias. Ele é o próprio Deus.  Jesus é o cumprimento de todas as palavras de Deus, da Lei de Moisés, dos Salmos e dos Profetas. Tudo fala sobre Ele e Deus deixa claro que precisamos ouvi-lO.  Duas vezes o Senhor fala claramente como uma voz do alto a frase que intitula essa sessão: no Batismo de Cristo (Mt 3:17) e no Monte da Transfiguração (Mt 17:5).  “Este é meu filho amado em quem me comprazo. A Ele ouvi. ” No sermão do monte (Mt 5,

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4 Lições de Fé para aprender com Abraão

Certamente você já ouviu falar de Abraão. Chamado de o Pai da Fé, Abraão é uma das figuras mais relevantes de toda a Bíblia. Mas talvez não saiba, ou nunca tenha parado para pensar, que sua vida tem (e muito!) a nos ensinar. Por isso neste post contaremos um pouco da sua história e 4 aspectos de sua trajetória que podem nos ajudar a crescer na fé.  Vem com a gente! Quem foi Abraão? Abraão foi um grande personagem bíblico, reconhecido pela sua fé e obediência a Deus. Foi justificado por Deus pela fé, que resultou em obediência e provas de amor. Sua jornada, relatada em Gênesis, começou quando o Senhor lhe disse “saia da sua terra, do meio dos seus parentes e da casa de seu pai, e vá para a terra que Eu lhe mostrarei” (Gn 12:1). Nesse momento o profeta tinha 75 anos e se chamava Abrão.  Ele creu, e isso lhe foi imputado como justiça (Gn 15:6). Pela fé, Abrão deixou a terra da sua parentela e confiou em Deus. De Harã, Abrão partiu com toda sua família à terra de Canaã. No caminho ao Egito enfrentou fome e perigo de morte, mas depois pôde se estabelecer na planície de Hebrom.  O Senhor mudou seu nome para Abraão, que significa “pai de muitos”, e lhe prometeu que seus descendentes seriam incontáveis como as estrelas. Por meio dele, seriam abençoadas todas as nações da Terra. Por meio de sua descendência viria o Messias, Jesus Cristo. Abraão, entretanto, teve pressa. Ele e sua esposa Sara, não podiam ter filhos por já estarem muito idosos.  A pedido de Sara, ele teve um filho com Agar sua serva, chamado Ismael. Porém, esse não era o filho da promessa. Abraão tentou apressar os planos de Deus, dando o seu próprio jeito. O resultado foi uma grande desavença entre a serva e a sua esposa (Gn 16).  Porém, quando Abraão já tinha 100 anos sua esposa Sara concebeu Isaque, o filho da Promessa e antecedente dos judeus.  De Isaque, vem Jacó (Israel), pai das 12 Tribos de Israel. Assim começa a história do povo escolhido por Deus. Tudo começou pelo chamado do patriarca da nação, Abraão. Vamos conhecer então as 4 lições que a história do Pai da Fé nos ensina. 1. Deus não tem pressa  O tempo de Deus é perfeito. Por mais que esperar que algo de Deus possa ser angustiante, o chamado Dele para nossas vidas é bom e agradável de cumprir.  Desde a promessa do Senhor, Sara esperou 40 anos até que Isaque nascesse! Às vezes no nosso coração vem aquela tristeza e angústia por esperar o tempo ideal e acabamos tomando atitudes que desagradam a Deus.  Então, o que devemos fazer enquanto isso?  Orar e criar intimidade com o Senhor! A Oração nos conforta e cessa a ansiedade durante a espera (Fp 4.6-7). Por isso não tenha pressa, o tempo de Deus é maravilhoso e a resposta das suas orações chegará quando menos esperar.  2. O Senhor recompensa a nossa obediência Como é contado em Gênesis (cap 22) Abraão entregaria seu filho Isaque como sacrifício a Deus, mas o Anjo do Senhor apareceu no momento exato do sacrifício.  Então, Ele contou que Abraão fora aprovado por Deus por amá-Lo e temê-Lo verdadeiramente.  “Não toque no rapaz”, disse o Anjo. “Não lhe faça nada. Agora sei que você teme a Deus, porque não me negou seu filho, o seu único filho.” (Gn 22:12). “Levante o menino e tome-o pela mão, porque dele farei um grande povo.” (Gn 21:18) Demonstre a Deus seu verdadeiro amor conhecendo bem a sua palavra e busque praticar conforme a vontade de senhor.  Como vimos, a fé de Abraão refletiu em obras de confiança e obediência a Deus. Quando confiamos nEle, conseguimos obedecê-lo e geramos frutos agradáveis ao Senhor. 3. Deus nunca se esquece de você  Deus confortou Agar e Ismael quando foram expulsos ao deserto por Abraão (Gn 16). Em seu momento de Solitude no deserto, Agar encontrou o favor de Deus. O Senhor tomou posse de Ismael dando-lhe o que beber através da fonte no deserto e o criou até se tornar um grande flecheiro.  A Palavra de Deus nos revela que Jesus é a verdadeira fonte de águas vivas (Jo 7:37-43). Busque essa fonte de água , tenha sede de conhecer a Palavra, se entregue nos braços do Pai e permita-se ser “criado” por Ele, assim como Ismael. “Estabelecerei a minha aliança como aliança eterna entre mim e você e os seus futuros descendentes, para ser o seu Deus e o Deus dos seus descendentes.” (Gn 17:7) 4. O Senhor cumpre o que promete  Deus deu a Abraão uma grande nação de descendentes, a Terra Prometida de Canaã e o filho prometido chamado Isaque .  Tudo que Deus promete a você se cumprirá! E é isso que capacita você a se tornar obediente, temente e capaz demonstrar amor verdadeiro pelo pai. Isaque era o filho da promessa e Abraão o sacrificaria, pois tinha certeza que Deus cumpriria a sua promessa. Ele sabia que Deus era poderoso para ressuscitar Isaque dos mortos (Hb 11:19) e cumpriria sua promessa mesmo com o sacrifício.  Portanto, descansar e confiar nas promessas de Deus nos capacita a obedecê-Lo mesmo nas situações mais adversas. A caminhada com Deus passa por momentos difíceis, mas o Senhor nunca deixa de cuidar de nós quando atravessamos um deserto! Gostou do texto? Compartilhe com a gente outras lições que a vida de Abraão trouxeram para a sua fé! *Não deixe de seguir o Luzeiro no Instagram!

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O que é Fé? Entenda o significado de Fé na Bíblia!

Uma das palavras mais comuns que ouvimos em qualquer contexto religioso é “fé”. Mas a palavra não é uma exclusividade religiosa. Nos mais distintos cenários ouvimos expressões como “você tem que ter fé”, “boto fé” etc. A princípio o conceito parece simples, afinal, fé é acreditar muito em alguma coisa, mesmo quando ela parece impossível, certo? Mas o que essa pequena palavra, que tem um impacto tão grande na vida das pessoas, de fato quer dizer? É essa realmente a definição dada pelas Sagradas Escrituras? Neste post vamos observar, de acordo com a Bíblia, o que de fato significa ter fé, de onde ela vem e qual a finalidade de tê-la. O que é Fé? “Ora a fé é a certeza das coisas que se esperam e a convicção de fatos que não se veem”. (Hb 11.1) Talvez a melhor definição de fé seja essa, dada pelo autor do livro de Hebreus. E, logo de cara, ela já bate de frente com a definição popular sobre o termo. O autor de Hebreus não diz que fé é acreditar muito que uma coisa pode acontecer, fé é uma certeza. Você possivelmente já deve ter ouvido a expressão que “fé é pisar para Deus colocar o chão”.  Basicamente, essa expressão é ilustrada muito bem por essa cena clássica do filme Indiana Jones, conhecida como “The Leap of Faith” (o salto de fé): Mas, à luz das escrituras, isso não é fé. Seria fé se, sem hesitar, o protagonista caminhasse tranquilamente e não se surpreendesse ao ver a ponte. Afinal, fé é certeza. E se é certeza, não há margem para dúvidas, não há margem para hesitações. Para que serve a Fé? Nenhum cristão ou até mesmo alguém de uma religião diferente, negará a importância da fé. Para os cristãos, em especial, essa palavra vai ter um significado ainda mais profundo. Afinal, um dos principais versículos das Escrituras é “o justo viverá pela fé” (Hc 2:4/Rm 1:17). Ou seja, a fé é o motivo pelo qual o justo vive. Mas o que isso significa exatamente? Talvez a melhor explicação da finalidade da fé esteja na primeira carta do Apóstolo Pedro: “Uma vez confirmado o valor da vossa fé […] redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo; a quem, não havendo visto, amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória, obtendo o fim da vossa fé: a salvação da vossa alma.” (1Pe 1:7-8) Ou seja, a finalidade, o objetivo final da fé, é a salvação. E é por meio dela que o Cristão consegue crer e se relacionar com Cristo, mesmo sem vê-lo.  Não é uma simples crença cega ou esperança grande. Quando um Cristão ora a Cristo, ele não acha que está sendo ouvido, ele sabe que está sendo ouvido. A fé, por exemplo, não é orar acreditando que uma pessoa pode ser curada. Mas ter certeza que o Senhor é poderoso para curá-la e o fará se for essa a Sua vontade. A fé é o que capacita a pregação de uma mensagem que é recebida como “loucura para gentios e tropeço para judeus” (1Co 1:18). A notícia que Deus se encarnou e se entregou pelos pecados de todo aquele que nEle crer (Jo 3:16). Somente pela fé as pessoas podem compreender essas boas novas. Portanto, temos fé por causa da salvação das nossas almas e do pleno relacionamento com Cristo. Mas como obter essa fé? Se a fé não é acreditar com todas as minhas forças, de onde ela vem? Como posso obtê-la? Como ter Fé? De onde vem a Fé? “Porque pela graça sois salvos mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não por obras para que ninguém se glorie” (Ef 2:8). A única forma de recebermos a graça, a salvação, é mediante a fé. E o apóstolo Paulo, nessa passagem, deixa claro que isso não vem de nós, mas é um dom de Deus. Outra passagem que comprova a afirmação de Paulo vem em um discurso de Pedro, no templo, após curar um paralítico. “…sim, a fé que vem por meio de Jesus deu a este saúde na presença de todos vós”. (At 3.16) Se você conhece a história, sabe que o paralítico não acreditava muito que seria curado e sequer pedia isto, antes, ele pedia esmolas. Porém, a fé que esse homem recebeu não veio de seus desejos, mas veio mediante a graça, por meio de Jesus Cristo. Logo, o dom que nos leva a crer em Cristo e a ser salvos, a fé, é um presente do Senhor. Outra situação onde isso fica evidente é a percepção dos Apóstolos na sua incapacidade de controlar sua própria fé. No capítulo 17 do Evangelho segundo Lucas, o autor narra o episódio onde os Apóstolos perguntam a Jesus a respeito do perdão, após Jesus dizer que se até 7 vezes um irmão arrependido pedisse-lhes perdão, eles deveriam perdoá-los. A reação deles: “aumenta-nos a fé”. Eles entenderam que o autor e consumador da fé é próprio Cristo. Isso quer dizer que não temos nenhum papel nisso? De jeito nenhum! Nós não só temos uma responsabilidade em zelar e alimentar a nossa fé, como somos a ferramenta para abrir as portas da fé para outros homens: “E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação pela palavra de Cristo.” (Rm 10:17). A pregação vem do ouvir a Palavra de Deus. Ninguém chega a fé em Cristo sem antes ouvir o Evangelho e a sua Palavra.  Portanto hoje temos dois papéis importantes em relação fé: ouvir a Palavra e proclamar a Palavra. Ouvir a Palavra Ouvir diz respeito a nossa comunhão e a nossa intimidade com Cristo.  Para termos uma fé perseverante e saudável precisamos nos alimentar da Palavra de Deus. Se a fé é um dom de Deus, a plenitude e o enchimento do Espírito são responsabilidade do Cristão. Portanto a fé é o motivo de desejarmos a Palavra de Deus e

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Primogênito da Criação: O que significa? Jesus foi criado? Entenda!

A afirmação mais importante, o alicerce, a pedra angular da Fé Cristã, é que Jesus Cristo é Deus. Porém, existe uma passagem na Bíblia que pode gerar dúvidas em relação a essa afirmação. Ela se encontra na Carta de Paulo aos Colossenses, no capítulo 1, versículo 15: “Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação…” Se Jesus é Deus, como ele pode ter sido criado? É isso que essa expressão de Paulo, de fato, quer dizer? Algumas pessoas e religiões — como os Testemunhas de Jeová — utilizam esse versículo para confrontar a afirmação: Jesus é Deus. Neste post vamos entender se Jesus foi ou não criado e o verdadeiro significado da expressão do Apóstolo Paulo. Para entendermos como a expressão não tem nada de contrária à Fé Cristã, primeiro vamos entender se a Bíblia diz que Jesus foi criado. Entendendo todo o contexto das escrituras, teremos uma visão mais clara do que Paulo está dizendo. Jesus foi criado ou sempre existiu? “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus… e o Verbo se fez carne e habitou entre nós…” (Jo 1:1-14) É assim que o Apóstolo João começa a narrativa do seu Evangelho. Referindo-se a Jesus como o Verbo, a Palavra de Deus, que não só existia desde a eternidade, como era Deus. Um dos objetivos de João era combater heresias da época que negavam a divindade de Cristo. Por isso, João escreve esse prólogo maravilhoso em seu Evangelho, remetendo à criação do Mundo em Gênesis, onde Deus cria todas as coisas por meio da sua Palavra. “Disse Deus: Haja luz; e houve luz.” (Gn 1:3). É essa palavra, o Verbo que cria todas as coisas, que estava com Deus na criação. Esse Verbo é o próprio Jesus. E o Evangelho de João não é o único livro que aponta para a existência eterna de Jesus: No livro de Apocalipse ele é o “Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Ap 13:8) Para o profeta Isaías ele é o “Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Is 9:6) Paulo diz na carta à igreja de Filipos que Jesus é Deus (logo, eterno) que se esvaziou e assumiu a forma de homem (Fp 2:5-11) Em outra carta, aos romanos, Paulo escreve que “dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas” (Rm 11:36) Na carta aos colossenses, Paulo diz que “nele foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra…” (Cl 1:16) E o próprio Cristo alega a sua eternidade ao afirmar que “antes que Abraão existisse, EU SOU (nome usado por Deus ao se apresentar para Moisés)” (Jo 8:58) A partir desses poucos versículos podemos ver como é consenso entre os autores Bíblicos que Jesus Cristo é Eterno, ele é Deus e portanto nunca foi criado. ELE É! Isso não explica o que Paulo quis dizer no versículo tema deste texto. Porém, é usando toda a base bíblica que conseguiremos entender o escrito paulino. O objetivo da carta de Paulo aos Colossenses Paulo escreve a carta aos Colossenses após receber a visita do seu amado irmão Epafras.  Epafras é o fundador da igreja de Colossos e provavelmente da de Laodicéia também. Paulo nunca havia visitado estas igrejas. A partir da visita Paulo descobre que a igreja está sendo pressionada por doutrinas heréticas de duas naturezas:  Judaizantes: que colocavam um peso de salvação no cumprimento da Lei. Gnósticos: embora o termo só surgiu no século II, a doutrina já contaminava as igrejas, negando a divindade de Cristo, uma vez que a matéria é ruim e Deus jamais encarnaria. E é para combater essas heresias, principalmente, que Paulo escreve a carta. No primeiro capítulo, Paulo escreve um belo poema entre os versículos 15-20, afirmando a divindade de Cristo. Portanto, é exatamente combatendo a ideia de Cristo não ser Deus que Paulo utiliza o termo discutido.  O que então ele quis dizer? O que significa Primogênito da Criação  Não é segredo para ninguém que a palavra primogênito significa “o que veio primeiro”. Em uma família com 3 filhos, o primogênito é o mais velho deles. Porém, esse não é o único significado da palavra. O termo usado por Paulo é palavra grega prototokos, que de fato significa aquele que veio primeiro, mas também refere-se à proeminência quanto a posição. Na carta aos Hebreus, o autor utiliza o termo para mostrar como até os anjos adoram o Primogênito, referindo-se à sua posição, relevância e título (Hb 1:6). Já na carta de Paulo aos Romanos, o termo é utilizado para mostar a proeminência de Cristo sobre todos os seus irmãos adotados por meio dele (Rm 8:29). Quando Paulo refere-se a Cristo como o Primogênito da criação, quer dizer então que Cristo é mais importante e proeminente em relação a toda criatura. Além disso, Cristo é chamado em Hebreus e no Evangelho de João de filho Unigênito do Pai. Distinguindo a sua natureza de todos os outros filhos adotados, que somos nós. Vamos entender melhor a importância e o sentido da Primogenitura: Primogenitura na Bíblia O termo é extremamente relevante em toda a Escritura e desde o antigo testamento podemos ver ele se referindo não apenas a vir primeiro, como também a um direito, um título. Vamos ver alguns exemplos: Jacó e Esaú Na famosa história entre os dois irmãos, Jacó suborna Esaú pelo seu direito de primogenitura.  Se esse direito representasse apenas quem nasceu primeiro, seria impossível que ele deixasse de ser de Esaú.  Ainda assim, quem concede o direito é o próprio Deus, “que amou Jacó, porém aborreci a Esaú” (Ml 1:2) A proeminência entre os filhos de Isaque foi de Jacó. É dele que descende o Messias, são dele as 12 tribos que formam a nação de Israel. Manassés e Efraim Outro exemplo de primogenitura para o filho mais novo acontece com os dois filhos de José. Quando vão receber a benção de seu avô, Israel, José posiciona

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