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à luz das escrituras.

Existe uma pessoa certa? Como esse mito gera relacionamentos frágeis

Creio que compartilha da fé cristã já se perguntou sobre a possível existência daquela pessoa certa para se começar um relacionamento, se aquela história de príncipe e princesa da Disney são reais. Vários são os questionamentos quando o assunto é namoro e casamento:  Será que tudo isso que nos é exposto em romances cinematográficos, pregado pela mídia, é o que devemos esperar que se torne realidade?  Existe uma pessoa certa? A pessoa escolhida de Deus para mim! Como saber se encontrei a pessoa certa?  Por aí vai….  Bom, ao longo desse post, baseado na pregação do pastor João Eduardo e na série de pregações “Love, date and heartbreak” de Andy Stanley, você vai entender por que tudo isso não passa de um mito.  Sim, Deus tem algo maravilhoso para você na área de relacionamentos, porém o tratamento dEle vai ser muito mais em te fazer ser a pessoa certa, do que te deixar esperando por ela.  Deus tem mais do que a “pessoa certa” Portanto, irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês.Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.(Rm 12:1-2). O Senhor nos chama a não nos amoldarmos aos padrões de nossa cultura contemporânea. E precisamos aprender a ouvir Deus. Não devemos procurar “a pessoa certa”, “a alma gêmea”, “a tampa da panela”, aquela pessoa que faz todos os problemas irem embora e vivemos felizes para sempre. Como corpo de Cristo não podemos nos guiar pelos padrões de relacionamento, de vestimentas e, até mesmo, de sonhos aos quais somos expostos.  Nosso dever como igreja é nos transformarmos segundo os padrões de Jesus e ansiar pelo reino dEle em nossas vidas. Mas por que gastar nosso tempo pensando no que temos que fazer para ter um relacionamento saudável?  Por que não viver intensamente o hoje da maneira que quero?  “Quando eu quiser é só achar alguém crente para me relacionar e tudo certo.” Mas essa é uma grande mentira! Existe uma frase que diz “o seu presente, vai se tornar o seu passado, mas estará presente no seu futuro.”  Parece um pouco confuso ao primeiro momento, mas calma, leia de novo.  Sim! Essa é a sequência das nossas ações.  Por mais que achemos que não devemos nos importar com nossas atitudes no dia de hoje, tudo voltará à tona no futuro.  Tudo trará reflexos no seu relacionamento.  Suas escolhas hoje, sua maneira de se relacionar com o sexo oposto, com seus pais e, até mesmo, com o restante das pessoas ao seu redor irá interferir no seu casamento no futuro.  Nosso passado sempre aparecerá em nosso futuro. Casamento: o Mito da Solução Diante dos “perigos” de entrar em um relacionamento com um passado tão mal resolvido, temos uma brilhante ideia! É só casar! Temos o ideal de que o casamento resolverá todos os problemas de nossas vidas.  Mas a realidade é diferente. O casamento é o apenas o início de uma longa caminhada. Nossas expectativas são de achar alguém que vê o mundo como vemos, que sente as brisas do vento como você, alguém que suspira olhando para o horizonte como você…  Essa vai ser a pessoa certa e tudo será perfeito.  O problema, é que a realidade é bem diferente. Relacionamentos são duas pessoas com cargas de toda uma vida, experiências e histórias que se juntam.  Se o passado das duas pessoas não estiver bem resolvido, vocês estarão entrando em uma grande fria. “Mas isso não vai acontecer. Eu estou vivendo meio longe do que Deus espera de mim mesmo, mas um dia vou encontrar a pessoa certa, ai me acerto.”  A famosa pessoa certa… como seria bom se ela fosse real! Podemos falar que não acreditamos nisso, mas vivemos como se fosse realidade.  E a verdade é a seguinte: você não vai encontrar a pessoa certa e tudo vai dar certo.  Mas calma lá, ainda existe um caminho a ser seguido. Como saber se um relacionamento está no caminho certo? Bom, se não existe uma pessoa certa, quais os parâmetros para que eu me relacione? Existem duas linhas de pensamento aqui: uma delas é baseada nos preceitos do mundo, os quais, se espera, que não sejam seguidos; o outro é segundo o que Deus espera de nós como sua igreja. 1. Padrões mundanos (Esses não costumam ter um final feliz) Aqui o que guia o casal é algo chamado química.  “Nos damos tão bem!” “temos visões de mundo tão parecidas” “Ai, ninguém nunca se amou como nos amamos.”….  Esse tipo de química. E no meio dessa grande experiência química, a chance de inflamar e o frio na barriga do resultado final, são tão grandes, que o casal esquece de se relacionar.  Na verdade, essa famosa química, você pode ter com milhares de pessoas diferentes, pessoas de culturas diferentes, pessoas que nem falam sua própria língua.  Mas um relacionamento é diferente. Não é com muitas pessoas que você consegue se relacionar.   Relacionamentos exigem mais do que compatibilidade em questões físicas.  Para que um namoro e casamento deem certo os envolvidos precisam estar dispostos a se abrir, serem vulneráveis. Você precisa estar disposto a contar seus medos e de abrir mão de alguns sonhos em favor do outro. Precisa se deparar com suas falhas e querer ceder em discussões.  Saber se relacionar é abrir mão, muitas vezes, das suas vontades para que o casal fique bem, é ter a liberdade de sentar no sofá e conversar por horas de absolutamente tudo que estiver em seu coração, sem medo de julgamento. Nada disso a química conquista, pelo contrário, apenas abafa.  Se você deseja ter um casamento sólido algum dia, saiba que existe um caminho a ser percorrido.  A química por si só não se sustenta, você precisa construir um relacionamento de verdade, onde existe sinceridade, vulnerabilidade e comunicação.  2. Padrão de Cristo.

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Racismo é pecado! O papel da Igreja no combate ao preconceito racial

Com as notícias das mortes chocantes de George Floyd, Ahmaud Arbery, Breonna Taylor, Evaldo dos Santos Rosa e do jovem João Pedro, aqui no Brasil, um tema que nunca deveria perder a visibilidade veio à tona de forma arrebatadora: o racismo Com tanta violência e histórias recentes, uma onda de protestos contra o racismo e a violência se alastraram por todo o mundo, começando nos EUA e tomando força em vários países, como o Brasil. A violência e o racismo contra a população negra é assustadoramente comum em vários países.  E é triste pensar que precisou testemunharmos tantos casos para nos posicionarmos novamente a uma causa que possui o protagonismo negro, mas é de toda a sociedade. E uma pergunta que muitos de nós estamos fazendo é: qual o papel da Igreja e da nossa fé em meio a toda essa situação? O que a Igreja tem a oferecer ao mundo em meio a tempos tão sombrios? O que a Bíblia tem a nos ensinar sobre o Racismo? Neste post vamos conversar sobre essas questões e como podemos nos posicionar em meio à esse momento turbulento. Somos todos racistas O primeiro passo para entendermos o nosso papel neste momento, é entender que nós somos parte do problema. Eu sou branco, privilegiado e não posso compreender a dor sentida quando uma pessoa vê alguém da sua própria raça morrer por causa da sua cor. A maioria das pessoas que vai ler este texto, também.  Por isso, quero dizer que o primeiro passo, antes mesmo de subir a #blacklivesmatter, antes de dizermos que somos anti-racistas é dizer um sonoro pedido de desculpas. Assim como os policiais de Miami se ajoelharam reconhecendo o seu papel em toda essa barbárie, nós também deveríamos fazer o mesmo. Em vez de dizer “eu não sou racista” (você é), reconheça a sua falha e queira aprender como não ser.  Reconhecer é o primeiro passo para, de fato, participamos da mudança necessária. O teólogo e pastor John Piper diz: “Uma das maneiras pelas quais continuamos a deixar a desejar em diversos relacionamentos étnicos é usando maneiras sutis de justificar a nós mesmos para disfarçar o preconceito pecaminoso que se esconde em nosso coração. Que Deus possa expor cada preconceito pecaminoso que ainda resta em nosso coração.” Retirado do livro: O racismo, a cruz e o cristão. Como Piper, devemos reconhecer o preconceito pecaminoso em nossos corações. Racismo estrutural Acredito que todos concordamos que o racismo em nossa sociedade é estrutural. E isso significa que todos fazemos parte dele! Dizer que não somos é uma grande falácia.  Racismo estrutural significa dizer que a nossa sociedade é formatada de maneira que certas classes, gênero ou raças tenham uma posição vantajosa em relação a outras. Seja por meio de práticas culturais, institucionais, históricas ou interpessoais. Isso se manifesta em questões raciais, étnicas e de gênero. E basta olharmos para ao nosso redor.  A escravidão no Brasil terminou há menos de 150 anos! Acredito que muitos tenham avós que tem quase 100. E os efeitos ainda são facilmente observados. Quantos amigos negros você teve em sua escola particular? Ou em sua faculdade particular? Quantos frequentam a mesma igreja que você? Quantas vezes desconfiamos de uma pessoa por conta da sua cor de pele? Quantos, como eu, crescemos achando que se seu amigo negro — aquele único que você teve na escola particular — não ligasse, eu podia fazer piadas de negros. Estava tudo diantes dos nossos olhos, mas, era fácil justificar com aquele único exemplo que conhecemos em nossa vida. “Fulano é negro e chegou lá”. Não podemos tornar a exceção, o ponto fora da curva, como a regra. Por isso, insisto, se só estamos nos importando agora, que a situação chegou ao ponto que chegou, precisamos começar com um pedido de perdão. Espero que este texto seja o começo do meu. O racismo e a Igreja Talvez você possa pensar que na Igreja o cenário é diferente. Que nos enxergamos como filhos de Deus e, logo, nos tratamos com equidade. Isso, infelizmente, não é verdade. Quantas vezes nós já nos importamos com o fato que as igrejas que você e eu frequentamos possui menos de 5% de pessoas negras?  Quantos teólogos negros você conhece? Quantos acompanha? Novamente, a crítica é a mim também, que até pouco tempo conhecia e acompanhava praticamente só o Guilherme de Carvalho. O estudo teológico não é apenas compreender o que o texto bíblico quer dizer, mas saber aplicá-lo de acordo com a nossa necessidade. Com certeza já estudamos teologia para auxiliar na sexualidade dos jovens, para usar a religião no auxílio contra a ansiedade, para levar uma mensagem de esperança aos desesperados… Mas quantas vezes utilizamos o estudo Bíblico para questões raciais? Martin Luther King Jr. usava a sua teologia e sua fé para dizer que brancos e negros são iguais e deveriam ser tratados como tal. A teologia de Rosa Parks fez com que ela se recusasse a ceder o seu lugar no ônibus. William Wilberforce usou sua teologia para lutar contra a escravidão no século XVIII. A teologia de Dietrich Bonhoeffer o levou a confrontar Hitler e, principalmente, as igrejas que não se posicionavam contra o nazismo e os terrores dos campos de concentração. Os morávios, movimento de oração contínua, usaram sua teologia para se venderem como escravos e levarem a mensagem de liberdade a cativos que eram negociados por sua cor. O que a nossa teologia tem gerado? Vitórias em discussões sobre calvinismo e arminianismo? Ou nossa teologia tem gerado atitudes que lutam pela equidade e cuidado das pessoas? Não estudamos para aumentar nossas cabeças, mas para gerar ações. Esses homens viram o problema, e o seu conhecimento bíblico fez com que eles lutassem para resolvê-lo. Nós, temos ignorado o problema. Até que ele precisou gritar nas nossas caras. Por que o Racismo é pecado! Se a nossa teologia deve nos levar a lutar contra o racismo, é hora de entendermos porque ele é uma ofensa a Deus e a nossos irmãos.

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Tudo sobre a Bíblia: o que é, quem escreveu, sua história, como começar e qual versão ler

A Bíblia foi o primeiro livro impresso na história, além de ser, provavelmente, aquele que mais influenciou a humanidade. Para muitos estudiosos a Bíblia é um fenômeno a ser estudado, um livro histórico com mitos, fatos e uma história que impacta o mundo há anos. Para nós, cristãos, ela é um manual de fé e prática. Quando decidimos por ter um relacionamento pessoal com Jesus Cristo, o principal meio para arraigar uma fé sólida é a leitura da Bíblia.   Muitas das nossas descobertas pessoais sobre a fé cristã e personagens bíblicos acontecem quando mergulhamos pela história bíblica e nos dedicamos a aprender seus ensinamentos. Mas você já se perguntou sobre a Bíblia? Já se perguntou por que a Bíblia é tão importante para os cristãos?  Quem a escreveu? Como a Bíblia chegou nas nossas mãos hoje?  Porque tantas versões e tipos de estudos temáticos? Qual a melhor?  O que me faz decidir por uma Bíblia de estudo e não outra?  Pensando nessas perguntas vamos percorrer esse universo que é a Bíblia, desvendar suas versões e delimitar qual melhor Bíblia Temática para cada necessidade. Vem com a gente 😀 O que é a Bíblia? A Bíblia, para os cristãos protestantes, é autoridade de fé e de prática de vida. A palavra Bíblia significa “Livro” ou “Rolo”. Ela é na verdade um conjunto de 66 livros divididos em duas partes principais: Antigo e Novo Testamentos. Ela também é chamada de “Escrituras”, “Escrituras Sagradas”, “Palavra de Deus” e a “Palavra”. Segundo Daniel Doriani (autor e professor cristão): “A Escritura é clara o bastante para que qualquer pessoa entenda os pontos essenciais da fé.”  A Bíblia é mais que mera literatura, ela é a Palavra de Deus, por isso é tão importante. Enquanto a palavra de Deus, entendemos que a Bíblia foi completamente inspirada por Deus em toda sua amplitude. Dessa forma, acreditamos na inerrância das Escrituras, ou seja, não existem erros na Bíblia. Segundo Wayne Grudem (teólogo e autor cristão): “Por inerrância das Escrituras entende-se que as Escrituras nos manuscritos originais não afirmam nada contrário aos fatos.”  O mesmo Grudem afirma ainda que: “Todas as palavras na Bíblia são palavras de Deus e que, portanto, não crer em alguma palavra das Escrituras ou não obedecer a ela é não crer em Deus ou desobedecer a ele. A Bíblia ensina claramente que Deus não pode mentir nem falar falsidade (II Sm 7.28; Tt 1.2; Hb 6.18).  Assim, todas as palavras nas Escrituras são declaradas completamente verdadeiras e destituídas de erros, qualquer que seja o trecho (Nm 23.19; Sl 12.6; Sl 119.89 e 96; PV 30.5; Mt 24.35).  As palavras de Deus são, de fato, o padrão máximo de verdade (Jo 17.17).” (Retirado de As Bases da Fé Cristã). Quanto mais somos expostos à Palavra, de coração aberto e buscando conhecer ao Senhor, apresentamos menos desvios éticos e morais.  Porém precisamos entender que existe um distanciamento entre o entendimento do conteúdo e nós. Enquanto cristãos, é o Espírito Santo que nos auxilia na leitura bíblica, nos iluminando os ensinamentos propostos por Deus. Ler a Bíblia dessa forma, é ouvir a voz do próprios Deus. Quem escreveu a Bíblia Ao nos debruçarmos sobre a leitura das Escrituras descobrimos cenários e personagens descritos por cerca de 40 autores diferentes, de épocas distintas, vindos de diversas culturas, cada um com a sua própria história de vida, mas, ao mesmo tempo, tão complementares. Todos os autores, mesmo sem se conhecer e vivendo em épocas distantes, compuseram uma mesma história. Podemos destacar alguns dos autores mais populares das Sagradas Escrituras, como: Moisés — Autor do Pentateuco (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio) Davi – Autor da maioria dos Salmos. Foi rei em Israel de 1003 a.C. à 970 a. C. Salomão — Autor de Provérbios e Cantares, além de alguns Salmos. Alguns atribuem Eclesiastes a ele, mas o livro provavelmente teve outro autor baseando-se na vida e pensamentos de Salomão Lucas — Autor do Evangelho segundo Lucas e do livro de Atos João — Autor do Evangelho segundo João, do Apocalipse e de 3 cartas que compõem o novo testamento Paulo — Autor de 13 cartas que totalizam grande parte do Novo Testamento. As principais são as cartas de Paulo aos Romanos e as duas cartas aos Coríntios Apesar da variedade, cremos que todos os livros bíblicos foram escritos pelo próprio Espírito Santo, inspirando e conduzindo cada um dos autores. Além da diversidade de autores, a Bíblia traz ainda outra peculiaridade quanto à data de seus escritos.  A partir de estudos históricos e arqueológicos sabe-se que a Bíblia foi escrita dentro de um período aproximado de mil e seiscentos anos entre o primeiro escrito e o último.  Em qual língua a Bíblia foi escrita? Os textos originais foram escritos em três idiomas: hebraico e aramaico no Antigo Testamento e, grego no Novo Testamento.  Foram registrados em papiros e rolos, forma bem diferente de como temos hoje. Os autógrafos, textos originais, se perderam com o tempo. O que temos atualmente são cópias extremamente confiáveis feitas por copistas ao longo dos anos. A história da Bíblia A Bíblia é canônica, o que quer dizer que segue regras e critérios padronizados para a definição de todos os livros que pertencem a ela.  Apesar da multiplicidade de autores e datas, ela é unificada, isto é, há continuidade entre a mensagem do Antigo e Novo Testamentos. A Bíblia é uma única narrativa, contando uma única história. Se pudéssemos resumir a história contada nas Escrituras em poucas palavras, provavelmente diríamos que: A Bíblia conta a história da glória de Deus e da redenção de uma humanidade caída por meio de Jesus Cristo. É a história da Missão de Deus de restaurar a criação que virou as costas para Ele.  As Escrituras são divididas em dois grandes blocos de conteúdo: Antigo Testamento O Antigo Testamento, tal como lemos na Bíblia protestante, está estruturado com os mesmos livros que a ortodoxia hebraica usa.  A divisão dos livros, porém, é um pouco diferente.  A versão Católica também se

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Maio Laranja: Abuso Infantil e o Papel da Igreja

A infância e adolescência são períodos extremamente importantes no desenvolvimento cognitivo e social do ser humano.  É uma fase de descobertas e construção, onde as maiores questões sobre si mesmo são evidenciadas. A psicóloga Luísa Habigzang, mencionando o estatuto da Criança e adolescente, explica que essas são as etapas em que o indivíduo desenvolve suas capacidades cognitivas, afetivas e físicas e são períodos importantes para a aprendizagem de habilidades sociais. Por isso, crianças e adolescentes são considerados sujeitos em condição peculiar de desenvolvimento de suas potencialidades e é responsabilidade de toda a sociedade e poder público garantir os direitos fundamentais delas. No entanto, essa fase pode ser ameaçada por um inimigo devastador e terrível: o abuso sexual infantil.  E como igreja, cidadãos, seguidores de Jesus Cristo, o que estamos fazendo por essas crianças? Abuso Infantil e a Igreja Abuso infantil e igreja têm tido uma correlação problemática nas últimas décadas, com inúmeros casos no qual ela assumiu o papel de vilã.  Enquanto o seu papel deveria ser de justiça e retidão, refúgio e abrigo, a igreja acabou se tornando uma das prisões de crianças inocentes. A realidade é triste e essa mancha certamente não será apagada, mas o que eu e você, como embaixadores de Cristo na terra podemos fazer, hoje, para dar voz aos pequeninos silenciados?  Como evitar que esse tipo de atrocidade aconteça, seja nas igrejas, em casa, ou em qualquer outro lugar?  Quais são os sinais? O que a bíblia fala sobre isso? O mês de maio foi escolhido como o mês da conscientização do abuso sexual de crianças e adolescentes, e para representá-lo, o laranja.  Diversos meios de comunicação abraçaram essa causa tão delicada e durante o mês inteiro estão sendo compartilhadas informações.   O dia 18 de maio é o dia nacional do combate ao abuso infantil e nós precisamos falar sobre isso. O assunto é horrível, eu concordo. Porém, se fecharmos nossos olhos o problema não deixa de existir, omitir-se nesses casos é ser cúmplice e conivente com esse pecado e crime.  Dados sobre o abuso infantil no Brasil  Segundo dados divulgados pelo Governo Federal, a cada hora 3 crianças são abusadas no Brasil. 80% dos abusos, acontecem dentro de casa, sendo muitas vezes praticado por parentes ou amigos da família. 1 em cada 3 a 4 meninas será vítima de abuso ou exploração sexual antes dos 18 anos, mas os meninos também não ficam fora disso, 1 em cada 6 a 10 também . Maria Amélia Azevedo e Viviane Guerra, autoras do livro “Infância e Violência doméstica: fronteiras do conhecimento”, constataram em pesquisa que no município de São Paulo, são raros os casos denunciados aos órgãos públicos, 6,5% das vítimas são meninos e nos casos de incestos, 70% das vezes o autor do abuso foi o próprio pai.  Além disso, o abuso não ocorre apenas nas classes menos favorecidas, como se imagina, mas são frequentes inclusive nas classes economicamente privilegiadas. Aumento de abusos entre crianças devido a pornografia O potencial de dano da exposição a pornografia não é novidade para ninguém, mas se tratando de abuso infantil as notícias são ainda mais assustadoras.  A exposição a pornografia em crianças e adolescentes das mais diversas idades têm sido responsável pelo aumento de comportamento sexual prejudicial infantil, o abuso entre crianças. Um grupo de defesa à criança nos EUA reportou um aumento nas denúncias de abusos infantis realizados por outras crianças. Quando perguntadas sobre o assunto, a resposta mais comum era a de que eles haviam aprendido aquilo na internet!  Isso, somado a diversos casos em que materiais pornográficos foram encontrados nos celulares dos agressores. O problema teve uma quantidade tão assustadora de casos reportados (não apenas no Alabama, onde esse grupo está, mas em vários outros estados), que o tema foi abordado em um simpósio em Washington D.C. Consequências do abuso infantil na vida adulta Para a maioria dos pesquisadores, o abuso sexual infantil é facilitador para o aparecimento de psicopatologias graves, prejudicando a evolução psicológica, afetiva e social da vítima.  Os efeitos do abuso na infância podem se manifestar de várias maneiras, em qualquer idade da vida. Alguns estudos relacionam os abusos sexuais na infância com diversos problemas psicológicos e psiquiátricos durante a adolescência e vida adulta, como: comportamentos sexuais autodestrutivos e compulsivos, além da pedofilia e outras doenças descritas na Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento. Outra consequência observada é em relação a resiliência e auto perdão em mulheres que foram vítimas de abuso sexual na infância. Elas sofrem com baixíssimos níveis de esperança, capacidade para o autoperdão e níveis mais elevados de sintomas de estresse pós-traumático, quando comparados a outras mulheres que apresentaram circunstâncias semelhantes mas nunca sofreram abuso sexual infantil.  Margaret Carvalho e Lira, mestre em psicologia, afirma que as alterações podem variar em tempo e intensidade e afetam o referencial de vida de vítimas resultando em grandes sofrimentos emocionais.  O abuso sexual traz deturpações na autoimagem do indivíduo, as crianças não têm como entender que não são culpadas pelo que está acontecendo.  Em seu livro “Abuso sexual da criança: uma abordagem multidisciplinar”, Tilman Furniss, psiquiatra e autor alemão, afirma que as crianças vítimas de abuso infantil prolongado frequentemente expressam sentimentos de culpa independentemente do grau de cooperação.  E esse sentimento vem de uma falsa sensação de responsabilidade que vem do fato de ter sido uma participante do abuso. O nosso papel como Igreja Como Igreja e Corpo de Cristo, nós temos a obrigação de sermos a voz dessas crianças e cuidar delas, nossa obrigação é receber aqueles que sofreram esses abusos e carregam as consequências dentro de si até hoje. Cada um de nós como embaixadores de Cristo na terra, que professamos uma fé sincera, temos a responsabilidade de cuidar das crianças, dos órfãos e das viúvas.  É o nosso papel protegê-las, pois nas palavras do próprio Jesus, o Reino dos céus pertence aos seus pequeninos (Mc 10:14). As crianças não são apenas os “adultos do futuro”, elas são seres humanos inteiros, completos, criados com um propósito eterno

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Como ouvir a voz de Deus? Entenda como Deus fala nos dias de hoje!

Estamos vivendo uma época em que parar para ouvir qualquer coisa é bem difícil.  Escutar a voz de Deus então, parece algo místico, diferente, mas ao mesmo tempo, desejado.  Mas será que é mesmo assim, tão diferente e sobrenatural? Os cristãos ouvem vozes? Se você quer saber o que é ouvir a voz de Deus, por que isso é tão importante e como isso acontece, veio ao lugar certo!  Pois, neste post vamos responder cada uma dessas questões! Por que ouvir a voz de Deus? Antes de aprendermos como ouvir a voz de Deus, vamos entender por que isso é tão importante e os benefícios de aprendermos a ouvir a sua voz: 1. Para ter uma fé verdadeira  “E, assim, a fé vem por se ouvir a mensagem, e a mensagem é ouvida mediante a palavra de Cristo.”  (Rm 10:17) Na pregação em que esse texto foi baseado, o Pastor Lucas Faria (Pastor Lucão) discutiu que se a fé vem pelo ouvir, a incredulidade também vem pelo ouvir.  “Como assim”? Você pode estar se perguntando, mas é.  A incredulidade vem por ouvir as mentiras. Enquanto a fé é gerada e fortalecida pelas verdades a incredulidade é fortalecida pelas inverdades. Vemos isso na prática no Jardim do Éden, quando Adão e Eva ouvem a mentira da Serpente e são levados à incredulidade. Deus havia dito a Adão que se comessem do fruto morreriam (Gn 2.17). A Serpente diz a eles que era “certo que não morreriam” (Gn 3:4). Eles não comeram do fruto esperando a morte. Eles creram na Serpente e não na palavra de Deus. Isso mostra a importância de ouvirmos a verdade. A mentira nos leva a incredulidade. E quem melhor para nos falar a verdade, se não o próprio Deus? 2. Para saber que pertencemos a Ele.  “Aquele que pertence a Deus ouve o que Deus diz (…). ” (Jo 8:47)  Aqueles que de fato receberam a fé salvadora e creram em Deus vão buscar ouví-lo. E o desejo de ouvir a Deus mostra que pertencemos a ele. 3. Para não ser enganado por vozes mentirosas  “Se, na verdade, vindo alguém, prega outro Jesus que não temos pregado, ou se aceitais espírito diferente que não tendes recebido, ou evangelho diferente que não tendes abraçado, a esse, de boa mente, o tolerais.” (2Co 11: 04) Se não conhecemos o verdadeiro Evangelho, pregado por Jesus, pelos seus apóstolos e testificado por toda a Bíblia, estaremos sujeitos ao engano. 4. Para conhecer a vontade de Deus  “E, percorrendo a região frígio-gálata, tendo sido impedidos pelo Espírito Santo de pregar a palavra na Ásia, defrontando Mísia, tentavam ir para Bitínia, mas o Espírito de Jesus não o permitiu.” (At 16:6-7) Como saber a vontade de Deus se não o ouvirmos? A passagem acima mostra como Paulo possuía planos, mas que quem o direcionava era o Espírito Santo de Deus. Paulo ouvia o Espírito e entendia a vontade de Deus. Bom, existem mais motivos mas acredito que a esse ponto você já tenha se convencido de que vale a pena ouvir a voz de Deus, certo? Mas como?  Como ouvir a voz de Deus? Nos relatos bíblicos vemos vários momentos em que homens e mulheres ouviram a Deus.  Antes da queda, o relacionamento era tão íntimo que Adão conversava com Deus na virada do dia no Jardim  Abraão teve contato com o Anjo do Senhor  Agar, serva de Abraão, foi consolada pelo mesmo Anjo do Senhor Moisés ouviu Deus falar por meio de uma sarça ardente  Samuel, audivelmente ouviu a voz de Deus Os Profetas ouviam a voz do Senhor e eram a sua boca para a nação de Israel Se notarmos, existe um padrão em todos eles.  Em nenhum momento percebo a voz de Deus competindo com outras, nem mesmo com a deles. Calando as outras vozes O primeiro passo pra ouvir a voz de Deus é abaixar o volume das outras vozes.  Não, não é uma voz mística que você não sabe de onde vem e tem medo. Não é um pensamento, mas as vezes é o silêncio.  O Profeta Elias viveu um dos momentos mais difíceis da sua vida em uma caverna enquanto fugia de Jezabel (Rainha de Israel, adoradora do deus Baal e que perseguia os profetas de Deus).  Elias buscou ao Senhor e lamentou-se com Ele várias vezes, mas o Senhor só falou com Ele, quando tudo passou e Ele estava em silêncio. (1Rs 19) É preciso ter momentos de solitude, calar nossa alma, nossa própria mente e o que o mundo diz sobre nós.  Falar com Deus, sim, mas também ter tempo pra ouvi-lo, no silêncio.  Reconhecendo a Voz do Senhor O segundo passo, é reconhecer a voz dEle.  Não acredito que hoje seja necessário que apareça uma sarça ardente (poucas árvores disponíveis por aí né?), nem uma voz do alto.  E quer saber por quê? Deus deixou claro em sua palavra a quem devemos ouvir.  A Jesus Cristo.  A Ele ouvi “Há muito tempo Deus falou muitas vezes e de várias maneiras aos nossos antepassados por meio dos profetas, mas nestes últimos dias falou-nos por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e por meio de quem fez o universo. ”  (Hebreus 1: 1 e 2)  Jesus é o falar de Deus. Ele não é apenas tudo o que Deus é, mas também tudo o que deveríamos ser. Jesus foi o homem perfeito. Ele está em um patamar muito acima de outros irmãos como Moisés e Elias. Ele é o próprio Deus.  Jesus é o cumprimento de todas as palavras de Deus, da Lei de Moisés, dos Salmos e dos Profetas. Tudo fala sobre Ele e Deus deixa claro que precisamos ouvi-lO.  Duas vezes o Senhor fala claramente como uma voz do alto a frase que intitula essa sessão: no Batismo de Cristo (Mt 3:17) e no Monte da Transfiguração (Mt 17:5).  “Este é meu filho amado em quem me comprazo. A Ele ouvi. ” No sermão do monte (Mt 5,

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O que é Sola Scriptura? Entenda por que o primeiro Sola é tão importante para a Igreja

Um dos eventos mais importantes da história da Igreja foi a Reforma Protestante. Após anos de uma Igreja com doutrinas que se distanciavam daquilo que a Bíblia ensina, os reformadores viram a necessidade de voltar a centralidade das Escrituras. Por esse motivo Martinho Lutero fixou as suas 95 teses, dando início ao mais famoso avivamento da história da Igreja. As principais doutrinas resgatadas pela Reforma foram sintetizadas em 5 pontos centrais, chamados de os 5 Solas. São eles: Sola Scriptura  Solus Christus Sola Gratia Sola Fide Soli Deo Gloria Neste post vamos conhecer o primeiro dos 5 Solas, entendendo a sua importância para a Igreja. O que é Sola Scriptura? Sola Scriptura é o primeiro dos 5 Solas da Reforma Protestante e significa Somente (Sola) a Escritura (Scriptura). É uma doutrina essencial da fé cristã que afirma que a Bíblia é a Palavra de Deus e a única regra de fé e prática. Em outras palavras Sola Scriptura significa dizer que a Bíblia está acima de toda tradição da Igreja, experiências pessoais e qualquer afirmação contrária às sagradas escrituras. Para os cristãos, a Bíblia é a única e suficiente fonte para se aprender a respeito da salvação dos pecados e da vida e obra de Jesus Cristo, além de ser a guia nas decisões pessoais e cotidianas. Vamos entender um pouco mais da importância dessa doutrina. A importância do Sola Scriptura Compreender a centralidade das Escrituras é reconhecer que ela é a única fonte para conhecer quem Deus é e o que ele espera de nós como seus discípulos. Vejamos, então, os aspectos essenciais à essa doutrina: O principal Sola Parece estranho dizer isso, mas sem o primeiro dos 5 Solas, jamais entenderíamos os outros 4. Afinal, Lutero leu “O justo viverá pela Fé” (Rm 1:17/Hb 2:4), e foi essa passagem que o fez questionar sua própria crença e o que a Igreja pregava. Jamais entenderíamos que a Fé é a única fonte de salvação, que só devemos dar glória a Deus e que Cristo é nossa único mediador com o Pai. É das escrituras que todos os Solas vem. Evita enganos Quando voltamos à centralidade da Bíblia, evitamos cair em erros e heresias que podem gerar dano à nossa Fé e à Fé de outros. Foi a partir dos ensinos bíblicos que os reformadores combateram doutrinas heréticas da Igreja, como a venda de indulgências e a revelação continuada. Essa última dá uma autoridade maior ao papado do que à própria Bíblia, concedendo uma relevância maior à palavra de homens do que do próprio Deus. Paulo elogia os irmão de Beréia (At 17:11-12) por julgarem a pregação dele próprio com base nas escrituras. Assim nós devemos ser, julgar, de acordo com palavra, tudo que ouvimos e as nossas experiências pessoais. Ainda que vivamos a mais incrível experiência sobrenatural, se contrária à Bíblia, deve ser rejeitada. Entendemos quem nós somos O melhor lugar para nos conhecermos e entendermos o motivo da nossa existência é consultando aquele que nos criou. Por meio das Escrituras, entendemos o nosso pecado e a nossa necessidade da Graça.  Compreendemos a necessidade de um salvador que nos criou para nos relacionarmos com Ele e conhecê-lo. Essa é a maior fonte de alegria e satisfação que podemos encontrar. E o mais importante, compreendermos que éramos pecadores, mas quando nos arrependemos, pela Graça, somos adotados e chamados de Filhos de Deus. Entendemos quem Deus é É impossível amar aquilo que não conhecemos. Se de fato amamos a Deus, precisamos desejar ter intimidade com Ele e conhecê-lo. E Deus escolheu se revelar a nós por meio de um livro. A Bíblia nos revela quem é o Deus criador, como Ele é Santo e como Ele é Amor. É partir da palavra que entendemos Deus amou o mundo e entregou o seu Filho por ele. É nas Escrituras que conhecemos tudo o que Deus fez e tem a nos dizer. Entendemos o que Ele espera de nós A Bíblia revela exatamente o que Deus espera de nós quando buscamos conhecê-lo. Revela também o sentido das nossas vidas, o motivo pelo qual Deus nos criou. Aprendemos a viver de forma prática o cristianismo, a amar ao próximo, a evitar tudo aquilo que não agrada a Deus e, o mais importante, aprendemos como pregar o evangelho e fazer discípulos. E foi esse o último mandamento de Cristo, antes de ascender aos céus, “…ide, fazei discípulos de todas as nações…” (Mt 28: 19). Sola Scriptura na Bíblia Você pode estar pensando, “mas ‘Sola Scriptura’ não está escrito na Bíblia”.  E é verdade. Porém, a essência deste Sola está espalhado por todas as Escrituras. Embora não esteja escrito literalmente, a Bíblia nos aponta claramente este princípio. Paulo, nos diz que “toda a Escritura é inspirada por Deus” (2Tm 3:16), referindo-se aos escritos do Novo e Antigo Testamentos. Primeiro, vamos analisar como os autores do AT e do NT viam o primeiro, e depois mostrar como a palavra também enfatiza que as Cartas, os Evangelhos e os demais livros do Novo Testamento são a Palavra de Deus. Antigo Testamento O Salmista escreve no maior capítulo de toda a Sagrada Escritura que “lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos” (Sl 119: 115). Quando os autores fazem menção à “palavra de Deus” ou às “escrituras”, ou dizem “como está escrito”, ou se referem aos Profetas e à Lei de Moisés, estão dizendo respeito a uma palavra verdadeira e autoritativa. A Palavra revelada pelo próprio Deus! Essa era a verdade pela qual eles andavam. E o próprio Jesus se refere aos Escritos e à Lei de Moisés como a Palavra de Deus e fonte de autoridade sobre a vida das pessoas. Quando tentado por Satanás, Jesus responde mostrando a sua certeza nos escritos de Deus: “Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto” (Mt 4:10). Durante todo o tempo do seu ministério Jesus usava o termo “está escrito” referindo-se ao AT.  E

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4 Lições de Fé para aprender com Abraão

Certamente você já ouviu falar de Abraão. Chamado de o Pai da Fé, Abraão é uma das figuras mais relevantes de toda a Bíblia. Mas talvez não saiba, ou nunca tenha parado para pensar, que sua vida tem (e muito!) a nos ensinar. Por isso neste post contaremos um pouco da sua história e 4 aspectos de sua trajetória que podem nos ajudar a crescer na fé.  Vem com a gente! Quem foi Abraão? Abraão foi um grande personagem bíblico, reconhecido pela sua fé e obediência a Deus. Foi justificado por Deus pela fé, que resultou em obediência e provas de amor. Sua jornada, relatada em Gênesis, começou quando o Senhor lhe disse “saia da sua terra, do meio dos seus parentes e da casa de seu pai, e vá para a terra que Eu lhe mostrarei” (Gn 12:1). Nesse momento o profeta tinha 75 anos e se chamava Abrão.  Ele creu, e isso lhe foi imputado como justiça (Gn 15:6). Pela fé, Abrão deixou a terra da sua parentela e confiou em Deus. De Harã, Abrão partiu com toda sua família à terra de Canaã. No caminho ao Egito enfrentou fome e perigo de morte, mas depois pôde se estabelecer na planície de Hebrom.  O Senhor mudou seu nome para Abraão, que significa “pai de muitos”, e lhe prometeu que seus descendentes seriam incontáveis como as estrelas. Por meio dele, seriam abençoadas todas as nações da Terra. Por meio de sua descendência viria o Messias, Jesus Cristo. Abraão, entretanto, teve pressa. Ele e sua esposa Sara, não podiam ter filhos por já estarem muito idosos.  A pedido de Sara, ele teve um filho com Agar sua serva, chamado Ismael. Porém, esse não era o filho da promessa. Abraão tentou apressar os planos de Deus, dando o seu próprio jeito. O resultado foi uma grande desavença entre a serva e a sua esposa (Gn 16).  Porém, quando Abraão já tinha 100 anos sua esposa Sara concebeu Isaque, o filho da Promessa e antecedente dos judeus.  De Isaque, vem Jacó (Israel), pai das 12 Tribos de Israel. Assim começa a história do povo escolhido por Deus. Tudo começou pelo chamado do patriarca da nação, Abraão. Vamos conhecer então as 4 lições que a história do Pai da Fé nos ensina. 1. Deus não tem pressa  O tempo de Deus é perfeito. Por mais que esperar que algo de Deus possa ser angustiante, o chamado Dele para nossas vidas é bom e agradável de cumprir.  Desde a promessa do Senhor, Sara esperou 40 anos até que Isaque nascesse! Às vezes no nosso coração vem aquela tristeza e angústia por esperar o tempo ideal e acabamos tomando atitudes que desagradam a Deus.  Então, o que devemos fazer enquanto isso?  Orar e criar intimidade com o Senhor! A Oração nos conforta e cessa a ansiedade durante a espera (Fp 4.6-7). Por isso não tenha pressa, o tempo de Deus é maravilhoso e a resposta das suas orações chegará quando menos esperar.  2. O Senhor recompensa a nossa obediência Como é contado em Gênesis (cap 22) Abraão entregaria seu filho Isaque como sacrifício a Deus, mas o Anjo do Senhor apareceu no momento exato do sacrifício.  Então, Ele contou que Abraão fora aprovado por Deus por amá-Lo e temê-Lo verdadeiramente.  “Não toque no rapaz”, disse o Anjo. “Não lhe faça nada. Agora sei que você teme a Deus, porque não me negou seu filho, o seu único filho.” (Gn 22:12). “Levante o menino e tome-o pela mão, porque dele farei um grande povo.” (Gn 21:18) Demonstre a Deus seu verdadeiro amor conhecendo bem a sua palavra e busque praticar conforme a vontade de senhor.  Como vimos, a fé de Abraão refletiu em obras de confiança e obediência a Deus. Quando confiamos nEle, conseguimos obedecê-lo e geramos frutos agradáveis ao Senhor. 3. Deus nunca se esquece de você  Deus confortou Agar e Ismael quando foram expulsos ao deserto por Abraão (Gn 16). Em seu momento de Solitude no deserto, Agar encontrou o favor de Deus. O Senhor tomou posse de Ismael dando-lhe o que beber através da fonte no deserto e o criou até se tornar um grande flecheiro.  A Palavra de Deus nos revela que Jesus é a verdadeira fonte de águas vivas (Jo 7:37-43). Busque essa fonte de água , tenha sede de conhecer a Palavra, se entregue nos braços do Pai e permita-se ser “criado” por Ele, assim como Ismael. “Estabelecerei a minha aliança como aliança eterna entre mim e você e os seus futuros descendentes, para ser o seu Deus e o Deus dos seus descendentes.” (Gn 17:7) 4. O Senhor cumpre o que promete  Deus deu a Abraão uma grande nação de descendentes, a Terra Prometida de Canaã e o filho prometido chamado Isaque .  Tudo que Deus promete a você se cumprirá! E é isso que capacita você a se tornar obediente, temente e capaz demonstrar amor verdadeiro pelo pai. Isaque era o filho da promessa e Abraão o sacrificaria, pois tinha certeza que Deus cumpriria a sua promessa. Ele sabia que Deus era poderoso para ressuscitar Isaque dos mortos (Hb 11:19) e cumpriria sua promessa mesmo com o sacrifício.  Portanto, descansar e confiar nas promessas de Deus nos capacita a obedecê-Lo mesmo nas situações mais adversas. A caminhada com Deus passa por momentos difíceis, mas o Senhor nunca deixa de cuidar de nós quando atravessamos um deserto! Gostou do texto? Compartilhe com a gente outras lições que a vida de Abraão trouxeram para a sua fé! *Não deixe de seguir o Luzeiro no Instagram!

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O que é Fé? Entenda o significado de Fé na Bíblia!

Uma das palavras mais comuns que ouvimos em qualquer contexto religioso é “fé”. Mas a palavra não é uma exclusividade religiosa. Nos mais distintos cenários ouvimos expressões como “você tem que ter fé”, “boto fé” etc. A princípio o conceito parece simples, afinal, fé é acreditar muito em alguma coisa, mesmo quando ela parece impossível, certo? Mas o que essa pequena palavra, que tem um impacto tão grande na vida das pessoas, de fato quer dizer? É essa realmente a definição dada pelas Sagradas Escrituras? Neste post vamos observar, de acordo com a Bíblia, o que de fato significa ter fé, de onde ela vem e qual a finalidade de tê-la. O que é Fé? “Ora a fé é a certeza das coisas que se esperam e a convicção de fatos que não se veem”. (Hb 11.1) Talvez a melhor definição de fé seja essa, dada pelo autor do livro de Hebreus. E, logo de cara, ela já bate de frente com a definição popular sobre o termo. O autor de Hebreus não diz que fé é acreditar muito que uma coisa pode acontecer, fé é uma certeza. Você possivelmente já deve ter ouvido a expressão que “fé é pisar para Deus colocar o chão”.  Basicamente, essa expressão é ilustrada muito bem por essa cena clássica do filme Indiana Jones, conhecida como “The Leap of Faith” (o salto de fé): Mas, à luz das escrituras, isso não é fé. Seria fé se, sem hesitar, o protagonista caminhasse tranquilamente e não se surpreendesse ao ver a ponte. Afinal, fé é certeza. E se é certeza, não há margem para dúvidas, não há margem para hesitações. Para que serve a Fé? Nenhum cristão ou até mesmo alguém de uma religião diferente, negará a importância da fé. Para os cristãos, em especial, essa palavra vai ter um significado ainda mais profundo. Afinal, um dos principais versículos das Escrituras é “o justo viverá pela fé” (Hc 2:4/Rm 1:17). Ou seja, a fé é o motivo pelo qual o justo vive. Mas o que isso significa exatamente? Talvez a melhor explicação da finalidade da fé esteja na primeira carta do Apóstolo Pedro: “Uma vez confirmado o valor da vossa fé […] redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo; a quem, não havendo visto, amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória, obtendo o fim da vossa fé: a salvação da vossa alma.” (1Pe 1:7-8) Ou seja, a finalidade, o objetivo final da fé, é a salvação. E é por meio dela que o Cristão consegue crer e se relacionar com Cristo, mesmo sem vê-lo.  Não é uma simples crença cega ou esperança grande. Quando um Cristão ora a Cristo, ele não acha que está sendo ouvido, ele sabe que está sendo ouvido. A fé, por exemplo, não é orar acreditando que uma pessoa pode ser curada. Mas ter certeza que o Senhor é poderoso para curá-la e o fará se for essa a Sua vontade. A fé é o que capacita a pregação de uma mensagem que é recebida como “loucura para gentios e tropeço para judeus” (1Co 1:18). A notícia que Deus se encarnou e se entregou pelos pecados de todo aquele que nEle crer (Jo 3:16). Somente pela fé as pessoas podem compreender essas boas novas. Portanto, temos fé por causa da salvação das nossas almas e do pleno relacionamento com Cristo. Mas como obter essa fé? Se a fé não é acreditar com todas as minhas forças, de onde ela vem? Como posso obtê-la? Como ter Fé? De onde vem a Fé? “Porque pela graça sois salvos mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não por obras para que ninguém se glorie” (Ef 2:8). A única forma de recebermos a graça, a salvação, é mediante a fé. E o apóstolo Paulo, nessa passagem, deixa claro que isso não vem de nós, mas é um dom de Deus. Outra passagem que comprova a afirmação de Paulo vem em um discurso de Pedro, no templo, após curar um paralítico. “…sim, a fé que vem por meio de Jesus deu a este saúde na presença de todos vós”. (At 3.16) Se você conhece a história, sabe que o paralítico não acreditava muito que seria curado e sequer pedia isto, antes, ele pedia esmolas. Porém, a fé que esse homem recebeu não veio de seus desejos, mas veio mediante a graça, por meio de Jesus Cristo. Logo, o dom que nos leva a crer em Cristo e a ser salvos, a fé, é um presente do Senhor. Outra situação onde isso fica evidente é a percepção dos Apóstolos na sua incapacidade de controlar sua própria fé. No capítulo 17 do Evangelho segundo Lucas, o autor narra o episódio onde os Apóstolos perguntam a Jesus a respeito do perdão, após Jesus dizer que se até 7 vezes um irmão arrependido pedisse-lhes perdão, eles deveriam perdoá-los. A reação deles: “aumenta-nos a fé”. Eles entenderam que o autor e consumador da fé é próprio Cristo. Isso quer dizer que não temos nenhum papel nisso? De jeito nenhum! Nós não só temos uma responsabilidade em zelar e alimentar a nossa fé, como somos a ferramenta para abrir as portas da fé para outros homens: “E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação pela palavra de Cristo.” (Rm 10:17). A pregação vem do ouvir a Palavra de Deus. Ninguém chega a fé em Cristo sem antes ouvir o Evangelho e a sua Palavra.  Portanto hoje temos dois papéis importantes em relação fé: ouvir a Palavra e proclamar a Palavra. Ouvir a Palavra Ouvir diz respeito a nossa comunhão e a nossa intimidade com Cristo.  Para termos uma fé perseverante e saudável precisamos nos alimentar da Palavra de Deus. Se a fé é um dom de Deus, a plenitude e o enchimento do Espírito são responsabilidade do Cristão. Portanto a fé é o motivo de desejarmos a Palavra de Deus e

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Solitude na Bíblia: O que é, a diferença para a solidão e a importância dessa disciplina espiritual

Em tempos de pandemia, é certo que o isolamento forçado denuncia uma prática há muito esquecida pelo homem moderno: a capacidade de ficar sozinho com os próprios pensamentos.  Verdade seja dita, a percepção de quem realmente somos nos apavora.  Assim, encontramos na produtividade uma forma de escapar da nossa consciência e, quanto mais preenchidos os nossos dias, menor será nosso confronto interno.  No meio de tanta inquietação e angústia, só nos resta questionar: por que alguém intencionalmente buscaria sentir-se assim? Neste post vamos ver como esse tempo a sós pode ser edificante para nossa fé e por que a Solitude na Bíblia é tão importante. O que é Solitude? Primeiramente, cabe estabelecer que, embora apresentada em alguns dicionários como sinônimo de solidão, a Solitude diz respeito a um conceito distinto.  Vamos comparar os dois conceitos para uma melhor compreensão:  SOLIDÃO Se sentir só. Sentimento de vazio interior, de que algo lhe falta… SOLITUDE Saber estar só, com um propósito. Isolamento voluntário. Estado de espírito de realização interior, de que o que se tem, basta. Portanto, podemos ver como a Solitude não é um estado negativo, mas importante para nós.  É quando estamos a sós que conseguimos colocar nossos pensamentos em ordem, meditar a respeito das nossas atitudes, emoções e da nossa espiritualidade. Como podemos enxergar o salmista em sua Solitude, meditando nos seus próprios sentimentos: “por que estás abatida ó minha alma?” (Sl 42.5). A Solitude, portanto, deve ser praticada. Como consequência imediata da desorientação, a Solitude tornou-se uma das disciplinas espirituais mais esquecidas e negligenciadas dentro das Igrejas. Vamos entender o que a Bíblia tem a nos dizer. Solitude na Bíblia Uma das maiores evidências da importância da Solitude para a nossa vida mental e espiritual, é vermos como diversos personagens bíblicos adotavam a prática. Vamos começar pela melhor referência: O exemplo de Jesus Jesus começou o seu ministério em Solitude: 40 dias no deserto (Mt 4.1-11). Antes de escolher seus discípulos, passou uma noite inteira em oração (Lc 6.12). No Getsêmani, antes do seu momento crucial, Ele mergulhou em profunda e voluntária Solitude, só Ele e o Pai (Mt 26.36s). Esses são alguns exemplos dentre vários em que Jesus se retira para ficar a sós.  Mas, Solitude não é atitude de oração, nem de louvor. É quando a música se cala e a oração acaba, restando somente o silêncio, o descanso da alma em Deus.  Jesus nos chama da solidão para solitude: “Vinde a mim todos vocês que estão cansados e sobrecarregados e eu os aliviarei, aprendei de mim que sou manso e humilde de coração, e vocês acharão descanso para a suas almas.” (Mt 11.29). Jesus nos convida a desligar as outras vozes e sons e a nos retirarmos. Em meio a tantas vozes e agitação, jamais encontraremos o descanso que Ele pode nos dar em secreto (Mt 6.6). O exemplo de Jacó Em sua jornada de volta à terra da promessa, Jacó fez passar todos e tudo que lhe pertencia para o outro lado do ribeiro de Jaboque, ficando ele só.  Naquele momento de Solitude, teve a maior experiência de sua vida: um encontro com Deus e consigo mesmo.  A pergunta que lhe ressoou aos ouvidos foi: “como te chamas?”. Ou, em outras palavras: “como você pode ser chamado, ou conhecido?”.  E ele teve que responder: “Jacó”, que significa enganador, usurpador, mau caráter. Esse olhar para dentro de si mesmo trouxe uma transformação maravilhosa sobre a vida de Jacó.  O seu nome foi mudado de Jacó para Israel, que significa Príncipe de Deus que luta, representando a mudança interior que estava acontecendo no “velho Jacó” (Gn 32.22s). A importância da Solitude  E como isso se aplica a nós? Também precisamos travar essa luta com nós mesmos.  Nossos medos, carências, necessidade de reconhecimento e aceitação, assim como toda a nossa natureza pecaminosa precisa ser confrontada.  A nossa fuga do silêncio e da quietude aponta para o nosso medo de ficar sozinhos, e nos impulsiona para a multidão, para o barulho e distração constante. A Solitude nos livra da dependência excessiva da vida emocional, do sentimentalismo superficial, das relações vazias e da busca incessante de fontes de prazer instantâneo. Encontrando a alegria em estar sozinho  A fonte da nossa verdadeira alegria é Cristo (Sl 16.11), e Ele precisa de espaço no nosso interior para arrumar a Sua morada. Ele precisa de silêncio para falar ao nosso coração, precisa nos confrontar com aquilo que somos para fazer de nós algo melhor! Solitude é a mortificação dos apetites sensoriais para aprender a descansar e ter intimidade com Deus.  É quando abrimos mão da animação constante, de estar por dentro do fluxo interminável de informações das redes sociais, do entretenimento, da satisfação imediata, para interiorizar o nosso foco.  É quando eliminamos os ruídos ao nosso redor para ouvir o som do nosso coração, e ajustar as suas batidas no ritmo do coração de Deus. Como colocar a Solitude em prática? A Palavra só torna-se prática em nossas vidas quando é dotada de aplicabilidade pessoal.  Para tanto, existem atitudes internas e externas que podem nos proporcionar a paz e quietude da alma. Atitudes internas: Dê menos importância a opinião dos outros. Gaste mais tempo com você e com a voz de Deus. É aí que a sua verdadeira identidade é forjada. Não tente se justificar. Jesus foi levado como “ovelha muda” perante os seus tosquiadores. Trabalhe o silêncio e a paz na sua própria consciência, e não diante dos olhos dos outros. Mesmo em meio às tarefas do cotidiano, mantenha no coração um silêncio interior. Atitudes Externas: Eleja um lugar tranquilo na sua casa para silêncio e solitude. Retire-se ocasionalmente, a sós, para reorientar em Deus os seus pensamentos, sentimentos e direção de vida. Durante o dia, faça pequenas pausas para a Solitude: no trânsito, na xícara de café da manhã, no almoço… Dedique uns minutos a contemplação: no por do sol, das estrelas a noite… E por fim, discipline-se para falar pouco e dizer muito. Não jogue palavras ao vento:

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O que é apologética? A importância da defesa da Fé para a Igreja cristã

Não sei você, mas eu já ouvi algumas pessoas por aí dizendo que Deus não precisa de defesa.  Afinal, Ele é Deus, o ser mais poderoso, completo, glorioso de todo o universo. Aliás, Ele é o criador de todo este universo! Mas, por outro lado, também é verdade que muitas pessoas que estão em busca da verdade têm diversas dúvidas e questões legítimas sobre Deus.  Será que Ele de fato existe e é bom?  Se sim, por que ainda existe tanto mal, dor e sofrimento? Se Deus existe e é bom porque o mundo encontra-se imerso em todo este caos trazido pelo coronavírus, por exemplo?  Com certeza já tivemos ou ainda temos algumas dessas questões. E, provavelmente, não temos todas as respostas.  Mas o próprio Deus nos faz um convite a buscarmos conhecê-lo, raciocinar sobre Ele, partindo da natureza criada e da sua revelação especial, a Bíblia, para encontrarmos as respostas. O próprio Deus nos instrui a sabermos dar a “razão da esperança que há em nós” (1Pe 3:15). É aí que entra a apologética. Em dar razão e respostas para essas questões. Então, vamos entender mais sobre a importância da defesa da fé. Neste post você vai aprender: O que é Apologética Os tipos de Apologética A sua importância para a Igreja Desafios apologéticos da atualidade Quem são os melhores apologistas para você conhecer Então vamos lá! O que é Apologética Apologética é uma derivação da palavra apologia (defesa verbal) e significa uma defesa com base em argumentos racionais e evidências para a defesa e comprovação da fé.  Logo, a apologética cristã é a disciplina teológica focada em defender a veracidade do cristianismo contra os seus opositores. Essa compreensão da fé foi um convite que o próprio Deus fez ao profeta Isaías, que viveu por volta dos anos 765 e 681 a.C., no reino de Judá.  Como narrado no livro do profeta, o próprio Deus o convida a vir e arrazoar (pensar, raciocinar, buscar entender) com Ele e sobre Ele (Is 1:18).  Responder ao convite do próprio Deus é fazer o que nós conhecemos como apologética.  Ou seja, partindo da ideia de que a nossa fé é racional, histórica e passível de comprovação, buscamos defender as principais doutrinas a respeito da pessoa de Deus.  A apologética busca demonstrar que a fé em Deus não é algo ilógico ou emocional e que não leva em conta a razão.  Muito ao contrário, busca demonstrar que Deus de fato existe e é o soberano criador de todas as coisas. Que Ele é justo, bom e amoroso ao ponto de encarnar-se, morrer numa cruz e ressuscitar ao terceiro dia para prover a salvação ao mundo. E defende que a Bíblia é a melhor fonte de informação sobre Ele.  Os tipos de apologética Nem todo método apologético é igual. Para colocar em prática, é importante entender que existem diferentes abordagens e formas de defender a fé cristã. Vamos conhecer um pouquinho melhor cada uma delas: Método clássico Este método é o mais comum. A ideia é apresentar provas e evidências da existência de Deus. O método clássico de apologética não para por aí, uma vez que um dos seus principais objetivos é defender a veracidade teológica do cristianismo.  Ou seja, além das evidências para a existência de Deus, ele foca em apresentar a divindade de Cristo e veracidade da Bíblia. Outro fator importante é a cosmovisão dos apologetas clássicos. Eles aceitam a validade das provas tradicionais, como por exemplo o argumento moral (senso de bem e mal) que é considerados neste método. Método Evidencial O método evidencial é bastante semelhante ao método clássico, porém ele não tem um compromisso direto à teologia Cristã.  Muitas vezes esse método apresentará evidências racionais (que não são tratadas como provas, como no método anterior), mas sem a cosmovisão Cristã de que Jesus é Deus, por exemplo. O método pode reforçar um deísmo e também o deísmo cristão, trabalhando evidências que reforçam os argumentos de sua veracidade. Método do Caso Cumulativo Esse método é muito parecido com os dois anteriores também, porém oferece uma abordagem exclusiva. Ele trabalha como se fosse uma grande tese de defesa, acumulando diversas evidências históricas e lógicas para construir um caso de defesa da fé. Se você já apresentou um TCC provavelmente vai compreender bem esse método. Método Pressuposicional A ideia aqui é que o Cristianismo já é um sistema de pensamento perfeito e com autoridade própria. Ou seja, ele não precisa de fatores externos para comprová-lo. Isso porque a verdade Bíblica seria superior a qualquer outro método de raciocínio, seja baseado em sensações ou razão. Ou seja, a verdade que existe um Deus todo poderoso e criador dos céus e da terra é tão evidente, que são os ateus e os que questionam o cristianismo aqueles que precisam defender os seus argumentos. As cosmovisões agnóstica e ateísta não podem sustentar-se sozinhas, pois suas experiências só fariam sentido a partir do cristianismo. Método da Epistemologia Reformada Este é um método bastante filosófico, porém vai de encontro com ideias presentes nas Escrituras. Esse método diz que a crença em Deus é algo natural do ser humano, ou seja, é uma crença básica e que não precisa de uma defesa. Esse argumento encontra base bíblica nos dois primeiros capítulos da carta de Paulo aos Romanos. A ideia ganhou força com João Calvino, na Reforma Protestante, que dizia que todo homem nasce com um senso do divino. A Igreja Cristã e a Apologética Talvez você ache que essa história toda de apologética seja uma coisa moderna ou contemporânea.  Uma ideia surgida depois da Reforma Protestante ou, quem sabe, depois do Iluminismo, do Racionalismo, do Evolucionismo ou de tantos outros “ismos” que vemos por aí. Só que não! Na verdade, a apologética é tão antiga quanto o próprio cristianismo. A igreja cristã já nasceu apologética. Não acredita em mim? Então, basta ler qualquer carta do apóstolo Paulo, os escritos do apóstolo João ou qualquer um dos evangelhos.  Pois é, todos estes escritos possuem, em diferentes graus e medidas,

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