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Primogênito da Criação: O que significa? Jesus foi criado? Entenda!

A afirmação mais importante, o alicerce, a pedra angular da Fé Cristã, é que Jesus Cristo é Deus. Porém, existe uma passagem na Bíblia que pode gerar dúvidas em relação a essa afirmação. Ela se encontra na Carta de Paulo aos Colossenses, no capítulo 1, versículo 15: “Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação…” Se Jesus é Deus, como ele pode ter sido criado? É isso que essa expressão de Paulo, de fato, quer dizer? Algumas pessoas e religiões — como os Testemunhas de Jeová — utilizam esse versículo para confrontar a afirmação: Jesus é Deus. Neste post vamos entender se Jesus foi ou não criado e o verdadeiro significado da expressão do Apóstolo Paulo. Para entendermos como a expressão não tem nada de contrária à Fé Cristã, primeiro vamos entender se a Bíblia diz que Jesus foi criado. Entendendo todo o contexto das escrituras, teremos uma visão mais clara do que Paulo está dizendo. Jesus foi criado ou sempre existiu? “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus… e o Verbo se fez carne e habitou entre nós…” (Jo 1:1-14) É assim que o Apóstolo João começa a narrativa do seu Evangelho. Referindo-se a Jesus como o Verbo, a Palavra de Deus, que não só existia desde a eternidade, como era Deus. Um dos objetivos de João era combater heresias da época que negavam a divindade de Cristo. Por isso, João escreve esse prólogo maravilhoso em seu Evangelho, remetendo à criação do Mundo em Gênesis, onde Deus cria todas as coisas por meio da sua Palavra. “Disse Deus: Haja luz; e houve luz.” (Gn 1:3). É essa palavra, o Verbo que cria todas as coisas, que estava com Deus na criação. Esse Verbo é o próprio Jesus. E o Evangelho de João não é o único livro que aponta para a existência eterna de Jesus: No livro de Apocalipse ele é o “Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Ap 13:8) Para o profeta Isaías ele é o “Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Is 9:6) Paulo diz na carta à igreja de Filipos que Jesus é Deus (logo, eterno) que se esvaziou e assumiu a forma de homem (Fp 2:5-11) Em outra carta, aos romanos, Paulo escreve que “dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas” (Rm 11:36) Na carta aos colossenses, Paulo diz que “nele foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra…” (Cl 1:16) E o próprio Cristo alega a sua eternidade ao afirmar que “antes que Abraão existisse, EU SOU (nome usado por Deus ao se apresentar para Moisés)” (Jo 8:58) A partir desses poucos versículos podemos ver como é consenso entre os autores Bíblicos que Jesus Cristo é Eterno, ele é Deus e portanto nunca foi criado. ELE É! Isso não explica o que Paulo quis dizer no versículo tema deste texto. Porém, é usando toda a base bíblica que conseguiremos entender o escrito paulino. O objetivo da carta de Paulo aos Colossenses Paulo escreve a carta aos Colossenses após receber a visita do seu amado irmão Epafras.  Epafras é o fundador da igreja de Colossos e provavelmente da de Laodicéia também. Paulo nunca havia visitado estas igrejas. A partir da visita Paulo descobre que a igreja está sendo pressionada por doutrinas heréticas de duas naturezas:  Judaizantes: que colocavam um peso de salvação no cumprimento da Lei. Gnósticos: embora o termo só surgiu no século II, a doutrina já contaminava as igrejas, negando a divindade de Cristo, uma vez que a matéria é ruim e Deus jamais encarnaria. E é para combater essas heresias, principalmente, que Paulo escreve a carta. No primeiro capítulo, Paulo escreve um belo poema entre os versículos 15-20, afirmando a divindade de Cristo. Portanto, é exatamente combatendo a ideia de Cristo não ser Deus que Paulo utiliza o termo discutido.  O que então ele quis dizer? O que significa Primogênito da Criação  Não é segredo para ninguém que a palavra primogênito significa “o que veio primeiro”. Em uma família com 3 filhos, o primogênito é o mais velho deles. Porém, esse não é o único significado da palavra. O termo usado por Paulo é palavra grega prototokos, que de fato significa aquele que veio primeiro, mas também refere-se à proeminência quanto a posição. Na carta aos Hebreus, o autor utiliza o termo para mostrar como até os anjos adoram o Primogênito, referindo-se à sua posição, relevância e título (Hb 1:6). Já na carta de Paulo aos Romanos, o termo é utilizado para mostar a proeminência de Cristo sobre todos os seus irmãos adotados por meio dele (Rm 8:29). Quando Paulo refere-se a Cristo como o Primogênito da criação, quer dizer então que Cristo é mais importante e proeminente em relação a toda criatura. Além disso, Cristo é chamado em Hebreus e no Evangelho de João de filho Unigênito do Pai. Distinguindo a sua natureza de todos os outros filhos adotados, que somos nós. Vamos entender melhor a importância e o sentido da Primogenitura: Primogenitura na Bíblia O termo é extremamente relevante em toda a Escritura e desde o antigo testamento podemos ver ele se referindo não apenas a vir primeiro, como também a um direito, um título. Vamos ver alguns exemplos: Jacó e Esaú Na famosa história entre os dois irmãos, Jacó suborna Esaú pelo seu direito de primogenitura.  Se esse direito representasse apenas quem nasceu primeiro, seria impossível que ele deixasse de ser de Esaú.  Ainda assim, quem concede o direito é o próprio Deus, “que amou Jacó, porém aborreci a Esaú” (Ml 1:2) A proeminência entre os filhos de Isaque foi de Jacó. É dele que descende o Messias, são dele as 12 tribos que formam a nação de Israel. Manassés e Efraim Outro exemplo de primogenitura para o filho mais novo acontece com os dois filhos de José. Quando vão receber a benção de seu avô, Israel, José posiciona

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Como ter Intimidade com Deus: aprenda a ter um relacionamento profundo com o Pai a partir do exemplo de Jesus

Um desejo de todo Cristão e de toda pessoa que crê que o Criador dos céus e da terra é um Deus relacional, é ter intimidade com Ele. Gostamos de dizer que Deus é nosso Pai, por isso, precisamos buscar um relacionamento íntimo e sincero com ele. Neste post vamos explicar o que é ter intimidade com Deus, como ter um relacionamento próximo com o Senhor e o que podemos aprender com o relacionamento entre Jesus Cristo e Deus Pai. O que é intimidade com Deus A palavra intimidade não possui uma definição clara, podendo variar de relacionamento para relacionamento. Muitas vezes ela se refere a um relacionamento tão próximo que chega a ter até conotação sexual.  De forma geral, a palavra se refere a relacionamentos com um alto nível de transparência e liberdade, onde as pessoas se conhecem profundamente, gastam tempo de qualidade juntos e quase não existem segredos, dependendo da profundidade. Não existe jeito melhor de compreender a intimidade com Deus do que observando o relacionamento mais íntimo da Bíblia: Jesus e Deus Pai. O evangelho de João inicia com um dos versículos mais belos e que mais demonstram a intimidade e o relacionamento de Cristo com Deus.  O discípulo amado fala que no princípio de tudo o Verbo estava em Deus, subsistia no Senhor e era o próprio Deus. O apóstolo continua nos versículos seguintes relatando que o Verbo veio ao mundo, o Verbo habitou em nosso meio e, por meio dele, podemos ver a glória do Deus Pai (João 1: 1–14). Jesus Cristo deixou o Pai, abriu mão de toda a sua glória celestial, esvaziou-se de tal forma que se tornou servo, fez-se em semelhança de homem, foi reconhecido em figura humana e mostrou sua obediência a Deus. Ele foi morto e pendurado em uma cruz, fazendo-se maldito perante a Deus como a Torá dizia (Gênesis 21:23), porém mostrando-se obediente ao Pai.  Obediente de tal forma que Deus o exaltou e lhe deu “o nome que está acima de todo o nome” (Filipenses 2: 5-11). Cristo conseguiu cumprir tudo aquilo que Deus havia traçado para sua vida. Primeiro, porque ele sabia quem era/é — ele tinha convicção da sua missão e da sua identidade. E, principalmente, porque ele mantinha uma intimidade com Deus.  Mesmo se fazendo homem, Cristo não deixou de buscar o Senhor, ele não deixou de relacionar com o Pai.  Por isso o relacionamento entre Jesus e o Pai é o maior exemplo de como devemos nos relacionar com Deus.  Pois Cristo, mesmo sendo o Deus encarnado, não deixava de orar e retirar-se para ter um tempo a sós com o Pai, como indicam diversos relatos bíblicos. Oração: como ter intimidade com Deus O que é orar? Orar é dirigir-se a Deus, é proferir humildemente palavras ao Senhor, fazer confissões ao Pai, prestar adoração e, claro, suplicar ao Pai por nossos anseios e necessidades. Nas cartas de Paulo, por exemplo, vemos diversas vezes o apóstolo “rogando” a Deus, clamando ao Senhor por algo.  É nossa maneira de conversar com o Senhor, nos aproximando Dele com o coração quebrantado para demonstrar gratidão e engrandecê-Lo clamando por Sua presença e direção. É a “linha direta” com o Céu! A oração é um momento seu com Deus, é um momento de intimidade.  Afinal, o próprio Cristo nos instruiu no Sermão do Monte (Mateus 6: 5-8), dizendo que devemos orar “em secreto”. Ainda que as orações públicas, com os irmãos, e fazer constantes orações ao longo do dia sejam importantes, o relacionamento profundo com Deus só pode ser feito a sós. Orar intimamente é estar a sós com Deus, é apresentar-se no secreto, no seu quarto, de portas fechadas, sem interferência externa e sem querer mostrar-se para os outros, achegar-se diante do Pai e conversar com Ele — oração é relacionamento. Conhecer e ser conhecido: intimidade com a Bíblia É fundamental destacar que é impossível ter intimidade com uma pessoa que você não deseja conhecer. Deus escolheu se revelar por meio de um livro, e é por meio da Bíblia que podemos conhecer o caráter do Pai, quem Ele é e quem nós somos nele!  É por meio da Bíblia que aprendemos como nos achegar a Ele, como agradá-lo e como dirigir as nossas orações ao Senhor do Universo. Um Deus tão grande que escolhe se relacionar com criaturas tão pequenas. Portanto, lembre-se que um relacionamento de intimidade implica em conhecer e ser conhecido. Gaste tempo na leitura da Palavra e conheça cada vez melhor o Deus a quem você dirige suas orações. É impossível separar as coisas. Você pode conhecer toda a Bíblia sem ter nenhuma intimidade com Deus, ou seja a oração é indispensável. Porém, você pode orar sem nunca ler a Palavra e de dirigir a um Deus que você não conhece, que é fruto da sua imaginação e não da própria revelação que Ele fez de si mesmo. Não é a toa que os Reformadores deram tanta ênfase à suficiência das Escrituras em um dos 5 Solas da Reforma. A chave é conhecer — por meio da Palavra — e ser conhecido — rasgando nosso coração em intimidade com Ele. E por meio da Bíblia também que aprendemos com o relacionamento mais íntimo que podemos conhecer: Relacionamento Íntimo com Deus: o exemplo de Cristo com o Pai Se olharmos com cautela para a Palavra, facilmente notaremos que Jesus tinha uma vida de oração.  Em todos os evangelhos podemos encontrar relatos de Cristo orando a Deus, ensinando e estimulando seus fiéis seguidores a orar e, principalmente, liderando pelo exemplo. Cristo, diversas vezes ao estar rodeado por multidões se despedia e retirava-se para orar e ter um tempo a sós com Deus (Mateus 14: 23).  Algumas vezes logo após realizar curas e milagres e ver as notícias correrem e a multidão se achegando, Jesus se retirava para lugares solitários para ficar somente com o Pai e orar (Lucas 5: 16).  O Filho Unigênito buscava sempre estar em intimidade com Deus, orava não somente durante o

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As Resoluções de Jonathan Edwards: uma lição ao Cristianismo contemporâneo

Esse conteúdo é uma tradução adaptada do texto: Resolutions of Jonathan Edwards Ele era um jovem que possuía dúvidas em relação ao seu futuro.  Ele tinha muitos dons e não poucas opções diante de si. Seu pai e seu avô foram ministros, assim como tios e outros pertencentes à árvore genealógica.  Ele tinha uma educação de primeira linha, por isso estava bem preparado para um futuro nos corredores do mundo acadêmico, se assim desejasse. Ele até tinha uma inclinação pela ciência e talvez pudesse ter ido nessa direção.  Mas, por enquanto, ele era um pastor, um jovem pastor.  Prestes a completar dezenove anos, ele se viu longe de seu solo natal, no vale do rio Connecticut, em meio a um agonizante processo de divisão de igreja — no caso, uma igreja presbiteriana em Nova York, onde acabou sendo convidado para pastorear a parte minoritária, em algum lugar ao longo das docas do porto da cidade.  A cidade de Nova York não estava tão ocupada em 1722, assim como hoje. A população pairava em torno de pouco menos de dez mil.  Para um jovem do cenário idílico da pequena cidade da Nova Inglaterra, no entanto, era um lugar diferente de qualquer outro que ele já vira. Em meio a toda essa incerteza, esse jovem, chamado Jonathan Edwards, precisava tanto de um lugar para se firmar quanto de uma bússola para o nortear. Então, ele começou a escrever.  O que são as Resoluções de Jonathan Edwards? Ele manteve um diário e escreveu algumas diretrizes, as quais chamou de “Resoluções”. Essas resoluções forneceriam tanto o lugar para ele se firmar quanto uma bússola para guiá-lo enquanto trilhava o seu caminho. Houve um tempo, assim como destacado pelo historiador Sean Lucas, em que Jonathan Edwards não era Jonathan Edwards, o Jonathan Edwards agora conhecido como grande teólogo e pastor.  Em 1722 e 1723, durante seu décimo nono ano, ele era apenas Jonathan Edwards.  O Grande Despertar e seu envolvimento nele, a publicação de Afeições Religiosas, A Vida de David Brainerd e A Liberdade de Vontade — para não mencionar muitos outros livros, sermões e escritos suficientes para encher muitas prateleiras — a obra missionária em Stockbridge e a presidência da Universidade de Princeton (então conhecida como College of New Jersey) ainda estavam distantes.  Aquele Jonathan Edwards, o assunto de muitos livros, dissertações, conferências e até sites, ainda não existia, ou seja, aos dezenove anos, ele ainda era o potencial Jonathan Edwards. Aristóteles falou da diferença entre atualidade e potencialidade, a diferença entre o que é e o que pode ser. Aristóteles falou, ainda, do “ser real” como “ser real”, enquanto o “ser potencial” como algo menor.  Nesse ponto, os gurus da auto-ajuda entram em cena, oferecendo sete segredos para você se tornar o melhor possível, se você participar do seminário, comprar determinado livro e se inscrever em outros sete seminários.  Mas Edwards está tão longe de ser um guru de auto-ajuda quanto ele poderia ser. Suas resoluções são igualmente distantes dos manuais e seminários que oferecem atalhos sobre como viver.  As resoluções de Edwards fazem o que todos os livros de auto-ajuda não podem fazer. Elas realizam o que esses outros não conseguem, pois, do começo ao fim, são totalmente diferentes dos livros que lotam as prateleiras de auto-ajuda. Por que Edwards escreveu as Resoluções Primeiro, considere o ponto de partida das “Resoluções”. Edwards começou a escrever suas resoluções quando o outono deu lugar ao inverno em 1722.  Edwards datou a resolução número 35 em 18 de dezembro de 1722, datando a última, número 70, em 17 de agosto de 1723.  É provável que ele tenha iniciado suas resoluções pouco antes da data do número trinta e cinco, quando havia acabado de chegar à cidade de Nova York, em agosto de 1722, aos dezoito anos de idade.  Essas resoluções o ajudaram a enfrentar esse momento tenso de sua vida — de incerteza e mudança causado por um novo ambiente.  Antes de Edwards chegar à resolução número um, no entanto, ele escreveu o seguinte prefácio: “Estando ciente de que sou incapaz de fazer qualquer coisa sem a ajuda de Deus, humildemente Lhe rogo que, através de Sua graça, me capacite a cumprir fielmente estas resoluções, enquanto elas estiverem dentro da Sua vontade, em nome de Jesus Cristo.”. Esse prefácio sustenta as setenta resoluções a serem seguidas, o que é crucial para se ter em mente. Cortar as resoluções da fundação do prefácio nos leva a vê-las como material de determinação pessoal para melhorar a si mesmo.  Essa não seria apenas uma leitura equivocada, seria uma tragédia. A pessoa auto suficiente é um ideal moderno, e não bíblico.  Com o prefácio em mente, porém, percebe-se que Edwards se convida a uma vida de altos padrões e grandes expectativas. Ele se comprometeu a uma vida que tem valor.  Na resolução número seis, Edwards exclama: “Resolvi viver usando todas minhas forças enquanto viver”. Certas categorias e temas começam a emergir desta lista de setenta resoluções de Edwards. Os temas das Resoluções Algumas dizem respeito a relacionamentos e interações interpessoais. Algumas abordam o tópico onipresente nas listas de resoluções: comer e beber.  Algumas se referem à sua vida espiritual e devocional. Outras dizem respeito ao desejo de usar seu tempo na terra com sabedoria. Esses tipos de resolução simplesmente fazem parte de qualquer lista de resoluções.  De fato, apesar de todas as diferenças entre o século XXI e o XVIII, os seres humanos são praticamente os mesmos. A lista Edwards, no entanto, possui alguns temas originais. Um desses temas não comuns diz respeito ao sofrimento e aflição.  No final da lista, Edwards escreve: “Resolvi que, depois de situações aflitivas, avaliarei em que aspectos me tornei diferente por elas, em quais aspectos melhorei meu ser e que bem me adveio através dessas mesmas situações.”.  A sua visão ampla sobre Deus via o bem e o mal em sua vida como decorrentes da mão de Deus, algo difícil até para os cristãos mais maduros — ainda mais para alguém com

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O que é a Páscoa? Entenda a origem e o verdadeiro significado da Páscoa

Um dos feriados mais populares de todo o mundo ocidental é a Páscoa. É difícil conhecer uma pessoa que não gosta dessa data, afinal, é um feriado e ainda regado de muito chocolate. Mas o significado da Páscoa vai muito além disso. E hoje, é fácil saber que a Páscoa representa o dia da ressurreição de Jesus Cristo. Mas como surgiu a Páscoa?  Vocês sabia que os Judeus celebravam a data milhares de anos antes do nascimento de Cristo? Se a Páscoa, de fato, representa a morte e ressurreição de Jesus, por que ela é celebrada pelos Hebreus antes do seu nascimento? É isso que vamos entender nesse conteúdo. O significado da festa, a sua origem e as diferenças da Páscoa Judaica e da Páscoa Cristã. Vamos lá! O que é a Páscoa? Qual o significado A Páscoa ou Domingo da Ressurreição é uma festa religiosa de origem judaica, mas hoje mais popular como a celebração da ressurreição de Jesus Cristo. A palavra Páscoa, do hebraico Pesach, significa “passar por cima” ou apenas “passagem”. E vem na sequência da Sexta feira da Paixão, que representa o dia da morte de Cristo, que morreu na sexta — ou na quinta, existem divergências quanto ao dia — e ressuscitou no domingo.  Vamos entender o nome mais à frente. A Páscoa não acontece em apenas um dia, o evento já começa 40 dias antes, com a fase da preparação, a famosa quaresma. Um período de jejum. E na última semana temos a Sexta Feira da Paixão e, por fim, o domingo de Páscoa. É assim que é celebrada a Páscoa que conhecemos hoje, mas é fundamental entendermos a origem dessa festa. Pesach: a Páscoa Judaica A primeira Páscoa aconteceu muitos anos antes de Cristo. Quando o povo de Israel era um povo escravo dos egípcios. A Pesach é uma das principais festas judaicas, que marca uma das mais importantes datas da história do povo judeu.  A saída do Egito. A história começa com Deus dizendo que ouviu o clamor do seu povo (Ex 3.9). E envia Moisés para o Egito. A missão de Moisés era libertar o povo hebreu. Assim acontecem as Dez Pragas do Egito, e na décima praga que acontece a instituição da Páscoa. No capítulo 12 do livro de Êxodo, Deus instituiu a Páscoa. Os judeus celebrariam a sua saída do Egito. Ela acontece durante a Décima praga, onde Deus derramaria a sua ira contra toda a maldade e pecado do povo egípcio. Essa ira divina mataria os primogênitos dos egípcios, mostrando toda a impotência de seus deuses. Porém, para essa ira não entrar nas casas dos hebreus foi necessária uma marca. Essa marca seria um sangue passado nas orlas das portas. Esse sangue seria de um cordeiro perfeito, sem defeitos, puro e imaculado. Esse sangue seria a marca que libertaria o povo de Israel. Esse é o cordeiro pascal. Assim, a ira divina “passava por cima” das casas do Israelitas (Ex 13.13). O sangue era o sinal. E é essa praga final que culminou na libertação do povo hebreu de sua escravidão, marcando o início do êxodo para a terra prometida. Então a Páscoa é uma festa judaica, que representa a libertação de um povo da escravidão, salvos por um sinal de sangue em suas casas e marca o início do êxodo. O que Jesus tem a ver com essa história? A Páscoa Cristã A data representa a festa mais importante do cristianismo, uma vez que a base de toda de toda a crença é a ressurreição de Jesus Cristo. Apesar de em um olhar superficial a Páscoa Hebraica não ser parecida com a Cristã, quando fazemos uma análise detalhada percebemos que a festa dos hebreus sempre apontou para a festa que hoje é celebrada pelos Cristão. Todos os elementos presentes na Páscoa original apontavam para uma muito maior, o maior evento da história da humanidade. A Páscoa Cristã também celebra a liberdade da escravidão, cordeiro imaculado é morto, o seu sangue salva todos os que são marcados por ele e se dá início um novo êxodo. Vamos entender cada um desses elementos. Egito: o Pecado humano   Se o povo de Israel era escravo dos egípcios, a raça humana é escrava de um inimigo muito mais poderoso: o seu próprio pecado. Paulo nos diz na carta aos Romanos que não existe um justo, não há um sequer, não há quem faça o bem (Rm 3: 9-18). E os profetas e os salmistas do antigo testamento também já faziam as mesmas afirmações. Somos reféns dos nossos desejos e somos ruins, ao ponto de que dificilmente uma pessoa teria coragem de gravar os seus pensamentos (todos) de uma semana e apresentar para os seus mais chegados confidentes. E o próprio Jesus diz que “todo aquele que vive pecando é escravo do pecado”, mas completa “…se o Filho os libertar, vocês, de fato, serão livres” (Jo 8: 34-36). As falas de Jesus revelam esperança. O Filho pode nos libertar. E é o Filho de Deus quem é enviado para libertar-nos da escravidão.  Jesus Cristo: o Cordeiro Pascal “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o Pecado do Mundo!” (Jo 1: 29) Essa é a frase que João Batista exclama ao ver Jesus. E o Apóstolo Paulo também vai chamar o Cristo de o Cordeiro Pascal (1Co 5: 7). Jesus é o verdadeiro cordeiro da Páscoa celebrada pelos Cristãos. E ele quem é imolado em nosso lugar.  Assim como a Ira de Deus se acendeu contra toda maldade e o pecado do Egito, assim ela está acesa perante toda a humanidade pecadora. (Rm 1: 18) Porém, Deus enviou o seu único filho para todo aquele que nele crê não pereça (Jo 3:16). O Filho de Deus recebe toda a Ira divina e se sacrifica para que pecadores desfrutem da vida eterna. Assim como um cordeiro perfeito morreu para salvar cada casa judaica no Egito, assim também, Cristo se entregou para salvar a vida de todo o que se rende a Ele.

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Covid-19, quarentena, o Exílio Babilônico, a Igreja e a volta de Jesus Cristo

*Esse conteúdo foi baseado em uma pregação do Pastor João Eduardo Lima que pode ser ouvida no Spotify, e na nossa página de Podcasts. *** Temos vivido um dos momentos mais conturbados das últimas décadas.  A presente situação colocou todo o mundo em um cenário que jamais imaginaríamos. E em meio de tantas incertezas, tragédias, tantas vidas desesperadas e uma perspectiva de uma longa crise quando tudo terminar, nós como igreja precisamos nos perguntar: O que Deus quer falar conosco nesse momento de CRISE e de afastamento das reuniões físicas? Como está a sua casa? Como está o seu coração? Quais são as suas prioridades? Quem tem sido a sua maior alegria, fonte de conforto e socorro? No texto de hoje queremos convidar você a fazer uma reflexão sobre a sua vida e a sua postura como cristão. Para isso vamos analisar alguns momentos importantes descritos nas escrituras: O exílio babilônico A igreja A volta de Jesus Cristo O que todas essas coisas tem a ver com o que temos vivido? O Exílio Babilônico e a saudade de casa Para começar e reflexão, vamos analisar um salmo escrito durante o exílio Babilônico: Salmos 137: 1 Junto aos rios da Babilônia, sentamos e choramos, ao nos lembrarmos de Sião. O povo de Judá havia sido levado cativo pelo babilônios e agora eram obrigados a viver em uma terra estrangeira e com valores totalmente opostos aos de Israel (ou ao que Israel deveria ter). O povo sentia saudade de casa. A Babilônia é como a prostituta de apocalipse 17:4 “A mulher estava vestida de azul e vermelho, e adornada de ouro, pedras preciosas e pérolas. Segurava um cálice de ouro, cheio de coisas repugnantes e da impureza da sua prostituição.” Assim é nossa relação com o mundo em que vivemos hoje, Satanás quer nos atrair, nos enganar e nos destruir. Mas em Cristo somos mais do que vencedores. E no versículo 4 o salmista diz: Como, porém, haveríamos de entoar o canto do Senhor em terra estranha? O povo sentia falta da sua casa, mas esquecia que o Deus deles não os ouvia e nem era adorado apenas em Israel. Assim como a nossa quarentena atual, o exílio babilônico foi imposto ao povo de Deus. Em nosso afastamento físico, Deus quer que possamos rever nossos amores, nossos princípios e as coisas ou pessoas que temos dependido para viver a nossa fé. Como disse nosso amado pastor João (na pregação em que baseei este conteúdo), “devemos tomar as rédeas da nossa FÉ!”.  Não em montes, nem templos, mas “em espírito e em verdade” Temos dependido do templo de tijolos para sermos Igreja? Temos dependido do nosso pastor ou qualquer outro irmão para viver e expressar nossa espiritualidade?  Ou a nossa fonte de água e comida tem sido a vida de Jesus, a Palavra de Deus e a comunhão com os santos (mesmo que virtualmente)? Deus têm um grande propósito para as nossas casas e famílias. O primeiro sacerdócio é dentro de casa com seus filhos, pais, irmãos, esposas e maridos.  Temos buscado a Ele diariamente com os nossos corações contritos, quebrados e focados no alvo? A igreja não é e nem deve ser composta apenas de pessoas que como dizemos atualmente, vivem “integralmente” para o ministério. A Igreja é um corpo com muitos membros, os quais devem funcionar com a vida que vem do único cabeça, que é Cristo. Devemos nos questionar, o assunto principal das nossas casas têm sido as ansiedades e novidades geradas pelo novo Coronavírus ou a Palavra do nosso Pai que está nos céus?  Temos nos preocupado mais com as coisas terrenas que são efêmeras e sem valor ou com as obras de ouro puro e depurado que são realmente eternas? Ou temos pendurado as nossas harpas e cessado de adorar como escrito no Salmo 137 verso 2? Aproveite seu tempo a sós com o Criador do Universo, e leia, coma, medite, rumine a Palavra de Deus e viva em oração junto ao nosso Senhor. Façam cultos em família e lembrem-se daquEle que nos salvou (Cristo Jesus), de onde Ele nos salvou (lamaçal do pecado), e para que ele nos salvou (Glorificar, Exaltar e Adorar o Seu Nome).  Viva adorando em espírito e em verdade! Graças a Deus, o sangue nos purifica dos pecados (passados, presentes e futuros) e olhar para a cruz trata nosso pecado que é a doença intrínseca ao nosso corpo mortal.  Basta ter FÉ! A obra já foi consumada no calvário. Que era, que é e que há de vir! Além do ensino, as tribulações atuais vêm nos mostrar os sinais do fim dos tempos. Jesus nos propõe uma parábola, registrada no livro de Mateus, mais especificamente no capítulo 25, que deve nos fazer refletir a respeito do que vivemos hoje. Haviam 10 virgens e metade delas foi imprudente em não guardar o azeite extra. A outra metade foi sábia e prudente como a pomba e se encheu do espírito e permaneceu na videira verdadeira, que é Cristo.  Essas últimas cinco, quando o Noivo bateu na porta à meia noite foram ao seu encontro e entraram para o banquete de casamento. As cinco imprudentes ficaram para trás e Jesus disse a elas: “A verdade é que não as conheço. Portanto, vigiem, pois não sabem o tempo e nem a hora da volta.” Irmãos, os dias são maus e Deus nos tem colocado no deserto para falar carinhosamente aos nossos corações (Oséias 2:14). Jesus pede que retornemos ao primeiro amor, que não estejamos cheios de nós mesmos e achando-nos ricos e abastados enquanto Ele bate à porta do lado de fora. Orem e vigiem.  Se encham da palavra de Deus. Busque conhecê-lo e obedecê-lo de todo o seu coração! Não deixem que a escola, amigos, faculdade, trabalho, nem mesmo as ansiedades trazidas com o COVID-19 tirem o foco do que é primordial para nós.  As primícias devem ser dadas ao nosso Senhor Jesus, que sejamos Seu mordomo de forma completa e irrestrita até a sua

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Hollywood e a crise de identidade do homem pós-moderno

Se você for um cinéfilo, como eu, provavelmente já assistiu à diversos filmes e produções hollywoodianas este ano de 2019.  Não sei qual delas mais chamaram sua atenção, mas alguns filmes em especial tem me levado a refletir sobre um tema em comum, abordado por eles: a crise de identidade do homem pós-moderno.  É possível ver este tema ser abordado, entre outros, em filmes como Toy Story 4, X-Men: Fênix Negra e O Rei Leão.  Mas peraí, nada de passar o carro na frente dos bois aqui, então antes de mostrar como o tema se revela nestes filmes, vamos nos ater aos conceitos de modernidade e pós-modernidade, para ficar claro do que estamos falando.  O homem moderno  Os termos modernidade e pós-modernidade são ambas expressões cujo objetivo é estabelecer períodos conceituais da sociologia histórica.  Ou seja, são expressões usadas para descrever certos períodos históricos do ponto de vista sociológico. Não entendeu nada do conceito?  Então deixa eu clarificar um pouquinho para você.  A história da humanidade é dividida em diversos tempos e períodos que são moldados por determinados comportamentos humanos, característicos de cada época, sendo que estas características especiais de cada período o destacam e o tornam diferentes dos demais períodos da história.  Tanto a modernidade quanto a pós-modernidade são alguns destes períodos históricos e tratam-se dos dois mais recentes.  Inclusive, estamos, neste momento, vivendo a pós-modernidade. Mas para entender o homem pós-moderno, precisamos antes entender o homem moderno.  Em linhas gerais e historicamente falando, a modernidade começa a se desenhar com o iluminismo, a criação dos Estados Nacionais na Europa, o racionalismo.  O homem moderno era aquele que buscava romper com o passado de fabulas e mitos e alicerçar suas esperanças na razão humana e na sua capacidade de criar cultura, ciência, civilizações, progresso.  O modernismo é um período sociocultural marcado então pelo rompimento do homem com as crenças e ideias medievais, vistas como ultrapassadas e que enxergavam o mundo como algo misterioso e por vezes incognoscível, dominado pelo sobrenatural.  Enquanto o homem pré moderno era um ser místico, acostumado a ideia de um mundo governado pelo sobrenatural, por Deus, o homem moderno acredita que a razão humana e, portanto, o próprio homem, é o centro de poder e capacidade de governo da história do mundo.   Em muitos aspectos, o homem pós-moderno fez de si seu próprio deus. A crença generalizada da modernidade era de que tudo que fosse produto da razão, tudo que fosse novo, moderno, arrojado, seria bom.  Com isso vemos a valorização da ciência, o surgimento dos processos de produção de bens de consumo em massa, a ascensão do capitalismo.  A crença do homem moderno era que, ao se deixar governar pela razão, o mundo caminharia inevitavelmente para o progresso.  Aliás, o personagem Buzz Lightyear, de Toy Story, resume bem a máxima moderna em seu jargão “ao infinito e além…” Só que… deu ruim… muito ruim mesmo… Todo o brilhantismo da razão humana conduziu o mundo não para sua melhor versão, por assim dizer, mas para um de seus piores momentos: duas grandes guerras mundiais, dezenas de mortos, países esfacelados, famílias separadas, crueldade e atrocidade, guerra fria, um mundo imerso no caos!!!  E como subproduto de todo esse caos nasce o homem pós-moderno. A pós-modernidade  A pós-modernidade, tem como seu marco a queda do muro de Berlim, em 1989, e, como vimos, tem seu nascedouro na percepção de que as ideias da modernidade estavam equivocadas, o racionalismo humano não foi capaz de criar um mundo melhor.  Mas isso não quer dizer que o homem pós-moderno repudie todas as vertentes e ideias da modernidade.  Em muitos aspectos a pós-modernidade é uma extensão da modernidade, no sentido de valorizar o consumo, a ciência, a tecnologia.  Mas por outro lado, o homem pós-moderno é um ser niilista. E se você nunca ouviu falar em niilismo, deixe-me esclarecer pra você. O niilismo é uma doutrina filosófica que basicamente prega que nós estamos lascados… O niilismo é uma doutrina pessimista e ceticista que acredita que não existe um modo de resolvermos as coisas, que não tem jeito para este planetinha azul que habitamos.  Este pensamento, como era de se esperar, se desenvolve do fracasso da modernidade, no sentido de alardear o progresso com base na razão.  Se o jargão do homem moderno era a famosa frase de Descartes “penso logo existo”, o jargão dos niilistas pós-modernos é “penso, logo desisto”.  Esse desencantamento com o mundo, faz com que o homem pós-moderno se sinta perdido.  Afinal, se não acreditamos mais nas ideias “arcaicas” de sobrenatural, na existência de um Deus a nos guiar, como nos ensinou a modernidade, mas se também não podemos confiar que o homem e seu racionalismo mudarão o mundo, então qual a razão de estarmos aqui?  Qual a razão da existência do homem? Existe um propósito? Um motivo? Existe esperança? Quem nós realmente somos? E porque estamos aqui? Qual o sentido da vida? Qual o meu sentido na vida? Quem sou eu, no meio de tudo isso, afinal?  Essas são algumas das perguntas que você talvez já tenha se feito ou já tenha ouvido outros fazerem por aí.  E elas significam que o homem pós-moderno esta em crise. Crise existencial, crise de identidade!  A crise de identidade e a cinematografia hollywoodiana Identidade, a grosso modo, é o conjunto de características próprias, particulares, diferenciadas, que fazem você ser você.  Identidade é o que te faz ser único, individualizado, diferente da massa. Sua identidade é o que te faz compreender quem você é e quem não é.  Então, crise de identidade é não saber quem você é. Se sentir perdido dentro de si mesmo e no mundo a sua volta.  Não entender seu propósito, seu sentido na vida. Infelizmente, esse é um sintoma cada vez mais presente na pós-modernidade.  Como eu disse no início deste post, basta você prestar um pouquinho mais de atenção e vai perceber que este é um tema recorrente nas mais diversas produções culturais e mesmo acadêmicas nos nossos dias.  Está nos livros que você

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5 Solas da Reforma Protestante: entenda quais são os Solas e a sua importância

No dia 31 de outubro de 1517 Martinho Lutero enviou as suas 95 teses para o Arcebispo de Maiz dando início a um dos eventos mais importantes da história da Igreja: a Reforma Protestante. Lutero que era um monge da Igreja Católica, se levantou após notar que os dogmas da Instituição na época eram opostos aos ensinamentos bíblicos. A Reforma então marca um movimento focado em trazer a centralidade bíblica de volta para a Igreja.  De todas as novas proposições teológicas que os cristãos protestantes adotaram em oposição a Igreja Católica, 5 pilares foram destacados como a essência da reforma. Essas doutrinas se popularizaram como os 5 Solas da Reforma Protestante. Neste conteúdo vamos entender o que são e quais são os Solas. O que são os 5 Solas Os 5 Solas da Reforma Protestante são proposições teológicas que sintetizam os principais pensamentos dos reformadores. Os Solas são os principais pontos de oposição da Teologia Reformada contra os ensinos da Igreja Católica. Todos eles são frases no Latim e o termo “Sola” significa “somente”. Assim temos os 5 Solas da Reforma, são eles: Sola Scriptura = Somente a Escritura  Solus Christus = Somente Cristo Sola Gratia = Só a Graça Sola Fide = Só a Fé Soli Deo Gloria = Somente a Deus a Glória Apesar de serem os grandes pilares da Reforma, os termos não surgiram naquela época, mas vieram de teólogos e estudiosos posteriores.  Embora não se saiba exatamente quando surgiram, de fato quando analisamos os pensamentos dos reformadores, são eles os principais que nortearam a Reforma e se opuseram aos ensinamentos Católicos. Vamos entender então o que cada um desses Solas significa. Sola Scriptura  Reafirmamos a Escritura inerrante, como fonte única de revelação divina escrita, única para constranger a consciência. A Bíblia sozinha ensina tudo o que é necessário para nossa salvação do pecado, e é o padrão pelo qual todo comportamento cristão deve ser avaliado.  Negamos que qualquer credo, concílio ou indivíduo possa constranger a consciência de um crente, que o Espírito Santo fale independentemente de, ou contrariando, o que está exposto na Bíblia, ou que a experiência pessoal possa ser veículo de revelação.  A institucionalização da Igreja católica, decorrente à queda do Império Romano, enraizou o ensinamento da revelação continuada, que equiparava a soberania eclesial às escrituras.  Os reformadores, em contrapartida, rejeitaram a autoridade divina do papa e a confiança exclusiva nas tradições sagradas.  Logo, repeliram qualquer forma de contradição à bíblia, para que retornasse a seu lugar central como regra única de fé e prática.  Analisando a Bíblia como um todo, é evidente que as escrituras apresentam-se como sendo a revelação de Deus e, de tal forma, a autoridade suprema no que diz respeito a doutrinas, hábitos cotidianos e decisões pessoais.  A vontade de Deus é expressa por intermédio da Lei, inicialmente confiada a Moisés e transmitida ao povo acampado no Sinai.  No decorrer do Antigo Testamento, juízes, profetas e reis clamavam um retorno à Palavra de Deus e ao consequente reavivamento espiritual acarretado pela obediência.  Se o próprio Jesus citava as Escrituras como base para suas ações, por que deveria ser diferente com os cristãos modernos?   Em virtude da Reforma, da invenção da prensa e do trabalho de homens como Lutero, a Bíblia foi traduzida do latim para o alemão, francês e inglês, dentre outros idiomas, viabilizando assim seu acesso ao alcance popular.   Para saber mais sobre este Sola, confira o nosso conteúdo completo sobre o Sola Scriptura. Solus Christus   Reafirmamos que nossa salvação é realizada unicamente pela obra mediatória do Cristo histórico. Sua vida sem pecado e sua expiação por si só são suficientes para nossa justificação e reconciliação com o Pai.  Negamos que o evangelho esteja sendo pregado se a obra substitutiva de Cristo não estiver sendo declarada e a fé em Cristo e sua obra não estiver sendo invocada.  As tradições da igreja medieval inferiam que a obra de Cristo, sozinha, não era suficiente para a salvação.  Como resultado, eram apresentados centenas de mediadores, a começar de Maria, dos demais santos e da autoridade absolutista do papa, que conciliariam o contato entre leigos e Deus.  Todavia, os reformadores salientaram o papel de Jesus como sumo sacerdote, que intercede em favor da humanidade perante o Pai.  Nesse sentido, o eixo do cristianismo gira em torno da pessoa de Jesus, destacando assim seu papel na salvação. Em virtude de sua encarnação, o Messias consumou o mais exímio sacrifico, ao residir e padecer na Terra como Deus e homem, simultaneamente. Desse modo, é o justo e único mediador, expiador e redentor dos perdidos.   Visto que somente Cristo é o verdadeiro e perfeito mediador, toda a raça humana se equipara diante do Senhor, igualmente perversa e destituída da graça.  Sob o mesmo ponto de vista, todo protestante também tem capacidade de julgar segundo as escrituras, e de rejeitar todo ensino contraditório, praticando assim o sacerdócio universal, sistematizado por Lutero.   Sola Gratia  Reafirmamos que na salvação somos resgatados da ira de Deus unicamente pela sua graça. A obra sobrenatural do Espírito Santo é que nos leva a Cristo, soltando-nos de nossa servidão ao pecado e erguendo-nos da morte espiritual à vida espiritual.  Negamos que a salvação seja em qualquer sentido obra humana. Os métodos, técnicas ou estratégias humanas por si só não podem realizar essa transformação. A fé não é produzida pela nossa natureza não-regenerada.  A partir do século XI, a comercialização da fé cristã foi intensificada pelo papado, mediante as procissões, peregrinações e indulgências.  Tal prática prometia amenizar ou extinguir o tempo de penitência dos devotos no purgatório.  Contudo, ao enfatizar o ensino do sola gratia, os reformadores pretendiam refutar o parecer comum de que a salvação dava-se pela obra de Cristo somada à obra meritória dos homens.  Ao entender o estado de miséria humana diante de Deus, compreende-se que não há nada que se possa fazer para conquistar o favor divino.  Trata-se da doutrina da depravação total, em que o homem não regenerado é absolutamente escravo do pecado e, como consequência, totalmente

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Entenda como Batman Piada Mortal revela a mensagem do Evangelho de Jesus

Batman Piada Mortal é uma das histórias em quadrinho mais famosas e influentes de todos os tempos. A história escrita por Alan Moore — o mesmo autor de Watchmen e V de Vingança — é considerada uma das melhores histórias do Batman de todos os tempos e recebeu diversos prêmios. A história tem uma temática bastante forte e trata o Coringa, vilão icônico do herói, de uma forma nunca antes vista, trazendo contornos extremamente trágicos para o vilão. O pano de fundo da graphic novel é a história de Origem do Coringa. O que Alan Moore provavelmente não percebeu enquanto escrevia é que a sua história nos revela verdades intrínsecas à nossa sociedade, e não só isso, revela consigo a essência do Evangelho bíblico pregado por Jesus e seus apóstolos. Neste conteúdo vamos analisar a história que mudou o Coringa para sempre e vamos entender como o autor, sem perceber, entendeu uma verdade clara, que é revelada no Evangelho, sobre todas a essência das pessoas e da Bíblia. A história: sobre o que é a Piada Mortal Se você ainda acha que histórias em quadrinhos são para crianças, você com certeza nunca leu os quadrinhos de Alan Moore, e definitivamente essa em especial. Piada mortal é uma história pesada e bastante psicológica. A história se passa em duas timelines diferentes. A primeira mostra o presente, onde o Coringa maquina um plano que só nos é revelado no final da história. Parte desse plano envolve algumas das cenas mais cruéis feitas pelo palhaço do crime. Primeiro ele invade a casa do Detetive Gordon disparando um tiro na coluna de sua filha Bárbara (a Batgirl), que fica paraplégica após o incidente, além disso o Coringa sequestra o detetive. Enquanto essa história acontece, temos flashbacks que revelam uma segunda timeline, uma história paralela que revela a origem do palhaço. De onde surgiu o Coringa? Por que ele é como ele é? Alan Moore se arriscou e criou uma origem tão incrível que muitos críticos consideram a história definitiva do Coringa. O homem que ri: quem é o Coringa? A história mostra um homem de família que tenta uma carreira como comediante. O seu grande problema é simples: ele não é engraçado! Pelo menos não para o público, ou para os gerentes e donos dos locais com standup comedy em Gotham. Esse homem cujo nome nunca é mencionado não consegue o seu emprego e não consegue ser engraçado. Vemos então a sua vida em casa, o homem tem uma esposa e ela está grávida. O desespero do homem só aumenta, ele não sabe como vai alimentar o bebê, sustentar a esposa grávida e pagar o seu aluguel. Certa noite, ele vai beber em um bar quando recebe uma proposta de alguns criminosos. Se juntar a eles para fazer um roubo. Seu papel seria se vestir com uma icônica máscara vermelha, assumindo a identidade de um criminoso chamado Capuz Vermelho. Na mesma noite em que topa ser parte desse crime, dois policiais o procuram no bar. A esposa grávida a quem ele tanto amava, o motivo pelo qual ele estava disposto até a cometer um crime, havia falecido. Porém, após ser ameaçado, o homem é obrigado a invadir a indústria de químicos planejado pelos bandidos, mesmo sem ter mais nenhuma motivação. Os planos dos bandidos é frustrado pela chega da polícia, e o pior, a aparição do Batman. Desesperado, o homem mascarado salta em dejetos químicos. E quando ele finalmente tira o capuz vermelho: Ele só consegue rir quando enxerga o que o seu rosto havia se transformado. Mas por que essa história de origem é contada? Todo o plano do Coringa é baseado em sua própria experiência. O plano do Coringa Voltemos a timeline principal. Após deixar Bárbara Gordon paraplégica e sequestrar o seu pai, Coringa leva o Detetive Gordon há um parque de diversões. Enquanto o amordaçado e espancado detetive é conduzido por um carrinho em uma mansão de horrores, o Coringa mostra fotos em telas por todo o percurso. Nessas fotos mostram Bárbara, sua filha, sofrendo diversos tipos de torturas e abusos do vilão. Provavelmente agora você está se perguntando: por que o Coringa faria isso? Por que alguém faria tamanha crueldade? A intenção do vilão é provar um ponto!  Isso mesmo, o Coringa está fazendo tudo isso com o Detetive Gordon com um objetivo de prova um ponto. Ele quer mostrar para o mundo que ele não é tão diferente do resto de nós. Para o Coringa a maldade e a loucura que existe nele, é um denominador comum à todas as pessoas.  Em suas próprias palavras: “Não há diferença entre mim e outro qualquer. Só é preciso um dia ruim para reduzir o mais são dos homens a um lunático”. E por mais que pareça estranho admitir. O Coringa tem razão! E não sou só eu que concordo com ele. É isso que a própria Bíblia diz a nosso respeito. Coringa, Batman e a Depravação Total do homem “Não há justo, nem um sequer… não há quem faça o bem, não há um sequer.” Rm 3.11, 12 (Sl 14 e Sl 53). A afirmação acima pode parecer um tanto pessimista, mas é exatamente essa a forma que a Bíblia descreve a humanidade. Enquanto muitas religiões e pensadores têm visões positivas da humanidade, de acordo com a Bíblia, estamos todos “mortos em nossos delitos e pecados” (Ef 2.1-3). Talvez você discorde. Aliás, não é uma afirmação fácil de se concordar. Você agora pode estar pensando em várias pessoas boas que você conhece ou que já ouviu falar. E de repente, a Bíblia diz que “não há quem faça o bem”. É claro que há! Certo? Você talvez esteja pensando: “ué, eu sou uma pessoa boa. Eu nunca fiz mal a ninguém, faço caridade, ajudo os outros, nunca roubei, sempre respeitei as pessoas…” e por aí vai. Um grande questionamento que sempre me fiz (e com certeza você também) é: se Deus existe, porque ele permite tanta maldade no mundo? O

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